Encontrar uma namorada na minha área

Cause uma boa impressão. Você não quer que a sua namorada pense que se trata de apenas mais um dia. Você quer mostrar a ela que está saindo do padrão normal de comportamento. Isso vai te deixar preparado para um romance de mais sucesso. Um bom lugar para começar é causando uma boa impressão ... Aqui está minha regra de ouro para encontrar uma namorada que seja seu tipo: faça parte das comunidades que uma mulher como ela pode curtir, online e offline. Estou falando de encontros, eventos esportivos, comunidades on-line, festas, conferências e assim por diante. Encontrar o lugar certo e tempo para fazer sua pergunta para obter uma menina para ser sua namorada. É importante ser astuto sobre quando e onde será a sua pergunta. Isto irá mostrar a sua senhora, o quanto de esforço que você tem dado na preparação e esforço para organizar a sua hora especial, e vai ampliar suas chances de conseguir ... Não importa se você já teve uma namorada antes ou está procurando seu primeiro parceiro: como em todas as coisas na vida, não é exatamente benéfico ser ingênuo. Em princípio, já é uma boa preparação ler este artigo e pensar em tudo o que vamos falar. Embora encontrar uma rotina que dê certo para seu namoro seja bom, você também pode fazer sua namorada se sentir especial continuando a encontrar novas atividades que podem definir e reinventar seu namoro. Aqui estão algumas coisas legais que vocês podem fazer juntos: Comece um clube de livros para dois. Façam aulas de dança juntos. A última versão do Minha namorada virtual em 3D é 0.6.4. Foi lançado em 2019-09-04. Você pode baixar Minha namorada virtual em 3D 0.6.4 diretamente em Baixarparapc.com. Sobre 1.762 usuários avaliaram uma média 3,3 de 5 sobre Minha namorada virtual em 3D. Vindo para se juntar a eles e descarregue Minha namorada virtual em 3D diretamente!

Tenho HPV.

2020.09.24 16:34 roody_mirys Tenho HPV.

Peguei HPV no meu único namoro. No início nasceu uma bolinha, como um pelo encravado, na base do meu pau, continuei me depilando com gilete e aumentaram as bolinhas, até eu perceber que aquilo não estava certo.
Nunca tive uma vida sexual bem desenvolvida, fui começar a transar só depois dos 19 e iniciando as relações com prostitutas, fiquei com poucas garotas "civis", acredito que umas 7 que não eram profissionais do sexo. E muitas, muitas prostitutas, mesmo. A maioria das relações foram com proteção, mas confesso que fiquei com umas três prostitutas sem camisinha, nunca contraí nenhuma DST dessas relações, apenas com a minha primeira namorada, com quem me acostumei a foder no pelo. Agora acho complicado de usar camisinha, não sei se consigo voltar a usar, pois sempre demoro pra gozar.
O principal problema da minha vida sexual deve ser resultado de um estupro ainda na infância, a minha família também é muito religiosa, então tinha aquele papo de não ficar com qualquer pessoa e buscar uma relação séria, além dos problemas de grana. Não dá pra namorar sem ter dinheiro, né? E éramos uns fodidos, na parte de grana, na infância e adolescência.
Em uma conversa com essa minha ex, logo que começamos a namorar, conversamos sobre DST e sobre nossas vidas sexuais anteriores, contei tudo pra ela, e ela me falou do HPV, disse que foi curada. Na verdade o HPV pode ser tratado, removendo as lesões, mas provavelmente deve ter continuado na pele dela, sem ser detectado, a garota deve ter desenvolvido resistência aos poucos, não criando novas lesões. Eu me fodi, mais uma vez, lembro que logo no começo eu pensei em tomar a vacina, mas depois esqueci do caso. O HPV também pode surgir entre 2 meses até 20 anos, então pode ser que nem tenha contraído dela, mas isso já não importa.
Faz pouco mais de 9 meses que estou tentando tratar isso, segundo a internet, a maioria dos casos são resolvido em média até 24 meses. Isso é uma merda, eu tenho que queimar o meu pau com um produto químico, para reduzir as verrugas e pros meus anticorpos terem chance de combater o vírus. O medicamento que melhor funcionou, por hora, foi a podofilotoxina. Ainda quero testar o imiquimod. A maioria dos médicos me parece despreparada, só querem queimar esses troços com ácido tricloroacético, mesmo eu explicando que esse produto mais me causou cicatrizes e ainda espalhou mais o vírus do que trouxe bons resultados. Eles nem se quer apresentaram o imiquimod ou a podofilotoxina como opções de tratamento, só achei isso pesquisando na internet. Só espero que esse trambolho não vire um câncer.
Em quanto isso, me reservo na solidão, parei de transar assim que comecei o tratamento, não confio em camisinhas porque elas não cobrem toda a área da lesão, pois é na base do pau, não quero correr o risco de encontrar uma pessoa legal, de quem eu goste e acabar passando isso pra ela. O foda é ter que arrumar desculpas pra não transar, sou mais ou menos bonito e chamo a atenção das mulheres, há bastante assédio por parte delas, também estou bem empregado, então não há mais impedimentos na parte financeira e a minha confiança melhorou muito, superando vários aspectos do trauma do estupro. As coisas se acertaram, mas agora me aparece isso. Devo ter feito muita coisa errada na sexualidade da vida passada, esse troço só pode ser carma.
Moro em uma cidade pequena, menos de 5 mil habitantes, me mudei faz um ano, acho que estou ficando com fama de ser gay, por ter que dispensar as mulheres.
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2020.08.17 02:59 gimme-that-potato Uma das melhores decisões que tomei foi começar a tomar remédio para depressão

Olá, meus queridos.
Como o título sugere, venho aqui compartilhar minha experiência, pois acredito que possa acabar ajudando alguém aqui. No mais, vou poder pôr algumas ideias em ordem e poder dar uma desabafada. Tentarei ser breve, mas sei que não vai rolar rs, e acredito que meu texto não será tão linear.
O negócio é o seguinte: nunca fui apaixonado pela vida, de modo geral. Sempre fiz minhas coisas e tudo mais, mas essa tendência já me fez ficar para baixo (talvez algumas vezes depressivo) em algumas partes de minha vida. Nada disso me impediu de viver normalmente, sentir alegria, felicidade, paixão, correr atrás do que gosto, etc.
Acontece que ano passado estava em uma época braba. Havia terminado a faculdade, saído do emprego para prestar um concurso que não passei, e estava desempregado. Porra, estar desempregado é foda. A sensação de ficar em casa sem produzir é péssima.
Chegou uma hora que quis me cortar. Nada de suicídio, e nunca acreditei que pudesse fazer isso (apesar de estar com a constante sensação de querer nunca ter nascido), mas não deixa de ser um sintoma bem preocupante. Quando comecei a me dar uns pequenos cortes (escondidos), entendi que era hora de voltar pra terapia. Voltei para a mesma psicóloga que conheço há uns anos e confio bem.
Cabe aqui fazer um parênteses sobre depressão: há vários jeitos de melhorar esta doença. Contudo, tem um estudo recente que analisou a mistura entre dois tratamentos variados (ioga com psicólogo; meditação com psiquiatra; prática de esportes com meditação; etc.), e a melhor combinação de tratamento encontrada foi: acompanhamento psicológico junto com psiquiátrico. Não significa que tem que deixar outros tratamentos de lado, mas essa foi a melhor fórmula comprovada para combater.
Outra coisa: se você quer buscar um psicólogo, o que super recomendo, não importa a linha que ele ou ela segue. Freud, Lacan, Jung... nada disso importa. São ferramentas elaboradas para chegar em um mesmo objetivo. O que importa é você encontrar alguém que você vá com a cara. Alguém que você confie em desabafar. Não adianta conversar com um psicólogo pica das galáxias se você não se sente à vontade com ele.
Enfim. Começando a terapia, comecei a perceber diversos outros sintomas. Já não estava com a mesma concentração de antes. Me perdia no meio de frases. Estava me desconectando do mundo. Até atividades mais prazerosas estavam soando trabalhosas ou cansativas demais para mim. Meu prazer em coisas comuns, como comer algo bom, estava diminuindo. Foi a primeira vez que minha psicóloga sugeriu eu procurar um psiquiatra para me ajudar.
De início me senti mal, pois nunca tomei remédios para a cabeça. Mas depois veio um certo alívio: eu simplesmente estava doente, como uma gripe, e talvez precisasse só tomar um remédio. Você tem ideia de como é um alívio entender que sua mente te prega peças, e o motivo de você estar mal pode ser simplesmente algo fora de seu controle? Como uma mera desregulação hormonal, ou falta de algum receptor no cérebro, algo assim.
Falando com o psiquiatra, ele me passou um remédio relativamente novo, que, a grosso modo, estimula a produção de receptores de certos neurotransmissores na minha cabeça. Em outras palavras, ele estimula o cérebro a "captar mais prazer", ao invés de criar o prazer em si (como uma droga ilícita geralmente faz). Tanto é que é um remédio de tarja vermelha, e que não vicia (apesar de dar efeitos colaterais).
O início do tratamento foi bem ruim. O primeiro efeito colateral era a sensação de estar sonhando, ou na beira de uma grande ansiedade. Como se eu estivesse caindo, mas aquela sensação de "estar caindo" tivesse durando minutos. Isso me fez aprender a deixar rolar, sabe? Eu sabia que era um efeito do remédio, então não podia fazer nada, senão deixar acontecer, seguir com a maré. Eu diria até que eu pude aproveitar minha ansiedade. Sentia que era o remédio que me causava essa aceleração, mas que era ao mesmo tempo ele que me possibilitava ter esse "freio".
Outro efeito ruim foi o sono. Na verdade era mais uma vontade incontrolável de bocejar em si do que sono.
Como um outro possível efeito era falta de libido, óbvio que nos primeiros dias a primeira coisa que fui testar foi a masturbação. Confesso que foi bem difícil chegar no orgasmo, parecia que eu ia criar fogo com as mãos hehe. Por outro lado, um tempo depois minha libido até melhorou, pois minha depressão me fazia não querer buscar sexo. Minha namorada me apoiou durante tudo isso e entendeu, quando conversamos, que o sexo poderia piorar, o que felizmente não ocorreu.
Depois esses efeitos melhoraram (acredito que em até 2 semanas). O de sono e bocejo passou por completo, assim como o da ansiedade. Eu sentia que o remédio era um freio para minha ansiedade. Se eu fosse um carro, era como se o remédio colocasse uma trava na velocidade máxima. Sentia ele me ajudando.
Uma coisa que demorou para melhorar foi meu fluxo intestinal. Estava acostumado a ir ao banheiro todos os dias, às vezes até duas vezes (aqui cabe ressaltar que sou homem e, quando comecei a tomar o remédio no ano passado, estava com 26 anos). O remédio me fodeu com isso. Comecei a passar uns dias sem ir ao banheiro, ou ficar totalmente desregulado. Hoje, meses depois, isso já melhorou 100%.
Umas semanas depois comecei a ter um pouco de insônia, que até hoje vem e volta, mas nada que me atrapalhe.
Mas nada disso chega perto ao que o remédio me proporcionou: a capacidade de sentir prazer banal, no dia a dia, como ao ver um pôr-do-sol, ouvir uma música foda, ou comer algo gostoso. Hoje nem parece que eu tomo remédio. Faz parte da minha rotina: eu acordo, tomo meu comprimido, meu café, e sigo com o dia. Às vezes penso que deveria ter buscado um psiquiatra antes.
Claro que o tratamento é temporário. Eu sinto um pouco de falta de poder "curtir mais minha angústia" quando não tomava remédio, pois isso me ajudava a compor música ou escrever algo. Hoje me sinto melhor sabendo que estou mais pronto para terminar o tratamento (que demora no mínimo 6 meses, se não me engano até 2 anos). Também sei que, se voltar a ficar mal daquele jeito, tenho mais ferramentas para usar ao meu favor.
Se você está mal, não tenha vergonha de procurar um psiquiatra. Não coloque barreiras que não existem. Se você estivesse com febre, você iria no médico. Pode ser que sua depressão seja simplesmente uma reação física de seu corpo, e não uma mera falta de vontade (aliás, acho que nunca é, pois vontade de estar bem todo mundo tem). Até porque, uma pessoa com a vida 100% boa pode sofrer de depressão. Como falei, pode ser por algo idiota, como uma desregulação de seu corpo, algo hormonal, etc.
Pense nos remédios como uma rodinha extra numa bicicleta: ele vai servir de apoio para seu cérebro reaprender a andar sozinho, e, então, quando estiver pronto, vai poder andar ser as rodinhas.
Uma questão é que eu dei sorte. Um dos meu melhores amigos demorou uns bons anos para encontrar o remédio certo para ele. Ele tentou de tudo, várias terapias, e finalmente achou esse remédio (que é o mesmo que o meu, por coincidência), junto uma terapeuta de confiança. O cara até conseguiu assumir ser gay e hoje está namorando e feliz em um relacionamento, o que me deixa muito feliz.
Quando compartilhei essa história com outro amigo, ele confessou que estava tomando remédios para a ansiedade. Ele disse que era incrível poder sentir o prazer do presente ao andar de ônibus.
Comecei um trabalho novo em janeiro, e venho enfrentando altos e baixos por conta do isolamento da pandemia (não estar fazendo exercício vem ferrando com meu corpo). Mas sei que hoje tenho mais recursos para me cuidar. Ainda tomo remédio e faço acompanhamento psiquiátrico, e parei com a terapia pois não queria fazer online, embora eu ache que volte logo menos e faça por videochamada mesmo.
Enfim, espero ter ajudado alguém, ou ao menos estimulado a empatia, caso conheça alguém que esteja depressivo, ou com receio de começar a tomar remédios. Sempre fui muito mente aberta com muita coisa, inclusive terapia e psiquiatria. Mas ainda dava uma julgada com quem "parecia bem" e mesmo assim estava tomando remédio. Hoje vejo isso com mais empatia, pois nem todo mundo que parece bem está de fato bem. Quem sou eu para saber o que o outro sente, quando às vezes nem eu mesmo sei dizer o que sinto...
Se você tem algum amigo com depressão, ofereça seu apoio. Não julgue. Quando puder, insista na amizade. E não vomite suas próprias histórias. Não fale que "é falta de vontade", ou que é "frescura", ou que você conhece um "óleo essencial" para depressão. Às vezes a pessoa só precisa de alguém para desabafar, ou ao menos saber que você está lá para ela (como eu estive para esse meu grande amigo). Apesar de a tristeza poder ser um sintoma da depressão, depressão não é tristeza. Depressão é o oposto de vitalidade.
Por fim, deixo como dica de leitura o que acredito ser uma espécie de "guia definitivo" para a depressão (só não digo "definitivo" pois é uma área da ciência em constante evolução, e, CARAMBA, como eu sou grato por nascer nesta nossa época e não há 50 ou 100 anos, quando havia muito mais estigma e muito menos remédios...). Trata-se do livro O Demônio do Meio-dia, de Andrew Solomon. É um documento jornalístico que conta a história, em primeira pessoa, do escritor e sua luta para entender a própria depressão e a Depressão em si como doença. Nele há muito sobre questões emocionais, como os diferentes remédios funcionam, como a depressão afeta diferentes grupos de diferentes formas, etc. Foi o que me ajudou para ganhar conhecimento e lidar melhor com esse meu amigo (e, depois, lidar comigo mesmo). Esse mesmo jornalista faz um TED Talk muito bom aqui.
Obrigado a quem teve o saco de ler até aqui. Não sei se vou responder todas mensagens, mas tentarei. Se tiverem alguma dúvida, será um prazer tentar ajudar na medida do possível. Um grande abraço e tenha uma boa noite!
Edit: o remédio é Venlafaxina.
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2020.07.20 23:47 MyPBlack Eu ja fui um cara q era feliz e nao soube manter essa felicidade...

Olá, esse é meu primeiro post nesse sub. Tenho 26 anos, formado em Engenharia Mecatronica e atualmente estou fazendo meu mestrado enquanto eu trabalho aqui na Alemanha (o que sempre foi um objetivo meu).
Desde pequeno eu sempre tive problemas para me relacionar com os outros, porque era uma crianca super-protegida com pais extremamente rigidos e sofri bullying a maior parte da minha infancia (foi acabar perto dos 14 anos quando eu comecei a revidar, mesmo que isso significasse ser mandado para a diretoria).
Por conta disso eu sempre acostumei a ter meu espaco e sempre ser sozinho, e as consequencias disso comecaram a ficar muito evidentes quando eu entrei pra Universidade. Nunca demonstrei interesse pelos meus colegas, nunca fui para qualquer festa, sempre fiquei em casa...
Durante meu periodo na universidade eu consegui uma bolsa PBITI para iniciacao cientifica e formei uma liga academica de robotica focada em competicoes, o que mais tarde me ajudou a conseguir um intercambio de 1 ano e meio na Alemanha, que acabou sendo extendido para 2 anos por conta de um estagio que eu consegui aqui. Logo depois que retornei, eu fiz os 2 anos que ainda faltavam para formar e meu tcc que até rendeu uma publicacao (qualis B1 ou B2...nao lembro muito bem).
No último ano do meu curso eu comecei um relacionamento que iria durar 2 anos.
Após minha graduacao, eu comecei a me candidatar para todos os programas de trainee possiveis (porque por algum motivo nenhuma empresa respondia minhas aplicacoes). Apesar de chegar na ultima fase de muitos, eu nao passei em nenhum. Minha namorada e familia na época me ajudaram a manter minha sanidade nos 6 meses que eu fiquei desempregado sem entender o porque, depois de ter dedicado minha vida toda aos estudos e ter feito tudo o que estava ao meu alcance durante a graduacao, eu estava tendo aquela dificuldade em achar emprego.
Felizmente no inicio de 2019 acabei passando no processo seletivo para mestrado em uma universidade da Alemanha e consegui um emprego lá logo em seguida (ainda estava no Brasil). E comecou uma contagem regressiva de 6 meses que eu teria ainda no Brasil antes de ter que me mudar pra fora do país. Minha namorada teve uma crise no mesmo dia...e várias vezes ela chorava porque eu ia para longe, mas eu sempre tentava ao maximo confortar ela garantindo que eu estaria de volta pro natal e ano novo.
Durante esse periodo, várias coisas aconteceriam que me afetaram muito mentalmente. A maior delas foi a morte da minha cadela de infancia (ela ficou do meu lado durante 20 anos). Eu sei que para muita gente nao parece muito, mas ela foi minha unica companhia desde crianca várias e várias vezes. Foi a primeira vez em 10 anos que eu chorei. Minha namorada teve um pouco de dificuldade para entender por ela nunca ter tido um animalzinho de estimacao.
Algum tempo depois eu acabo me mudando de vez para cá e 13 dias depois do inicio do meu contrato de trabalho, meu avô materno falece do nada durante o sono. Isso 2 meses depois da perda da minha cachorrinha acabou me desestabilizando ainda mais mentalmente. Além disso, tinham vários fatores me afetando: eu estava preparando para minha namorada vir para Alemanha fazer a residência dela, mas o processo é muito mais dificil para quem é da área da medicina (ela) do que engenharia (eu), a familia dela deu um ultimato de que ela so viria para cá se eu casasse com ela logo após a formatura dela (1 semestre antes de eu terminar meu mestrado), sem citar a constante pressao do trabalho e mestrado.
É claro que eu acabei surtando. E meu jeito de surtar é bem especifico, eu nao grito ou fico agressivo com a pessoa, eu simplesmente falo o que eu sei que vai machucar ela ao máximo. E infelizmente meu alvo foi minha namorada na época (pessoa com quem eu mais tinha contato por conversa). Eu disse coisas horríveis pra ela e isso combinou com a frustracao dela por conta da diferenca de fuso e do pouco tempo q eu tinha para dar atencao para ela. No fim ela acabou terminando comigo, no dia do meu aniversario, mas eu sempre detestei meu aniversario entao no final acho que é mais uma coincidencia comica do que tragica.
Eu acabei perdendo 20kg durante essa epoca e alguns amigos meus comecaram a me tirar de casa pra ver se eu melhorava. Comecei terapia pouco tempo depois e quando fui pro Brasil no natal, acabei preferindo nao encontrar ela, porque eu tinha a absoluta certeza que eu iria fazer de tudo para voltar, mas eu nao podia dar o que ela queria na época (minha prioridade sempre foi minha carreira e estudos).
Ainda em isolamento, nao consigo me interessar por ninguém...nem para amizade e principalmente relacionamento...
Minha ex seguiu em frente e está com outro cara já, mas nao me surpreende muito porque já fazem 9 meses desde o término. Meus antigos amigos seguiram em frente e me substituíram...
Eu entendo completamente que a culpa é toda minha pelo término do relacionamento, se eu nao tivesse surtado...talvez estaria com ela até hoje, como noivo até...
A unica coisa que eu faco é trabalhar e ir na academia. Nos finais de semana eu fico em casa jogando e vou pra academia. Exercicio físico tem sido um dos meus pilares de sanidade. Eu sou meio obcecado em manter meu corpo em forma porque me faz sentir seguro. Eu sinto que se meu corpo estiver forte, nao vai acontecer as coisas que aconteceram comigo quando crianca.
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2020.06.19 18:21 V06_Spirit Vida de gado?

Olá,
- Tenho 22 anos.
- Estágios finais de Ciência da computação
- Trabalho como estagiário de TI em uma grande empresa.
- Família padrão classe média.
Mesmo com tudo isso, ainda sinto que falta alguma coisa para preencher na minha vida, um propósito talvez, fazer algo que realmente goste (nem sei se curto a área que estou pra falar a verdade), odeio o meu trabalho e estou só pela grana (que é muito boa). Na maioria das vezes só de pensar que preciso ir trabalhar no outro dia de manhã me bate uma tristeza, acho que vida de escritório não foi feita pra mim. Penso muitas vez em largar tudo e viver de outra forma ou até começar um curso novo, mas quando penso no tempo e dinheiro que foi investido já descarto a ideia (até pq nem sei o que fazer também).
Gostaria de “gastar” mais tempo com a família, amigos e com os meus hobbies, sei que é importante trabalho pela questão do sustento, mas é foda. Vivemos apenas uma vez, gastamos ⅓ da vida em trabalho e outro ⅓ dormindo, fico refletindo se realmente vale a pena ter essa rotina. Não há outra forma de ter uma renda em que vc consiga se sustentar e ainda ter diversão? As únicas coisas que realmente me fazem aproveitar o dia é quando saio do trabalho e encontro minha família, namorada, amigos, filmes, jogos online etc.
Tô realmente perdido. Vi em alguns posts que nessa idade (20-30) é normal sentir esse sentimento, de precisar tomar decisões cruciais que vão impactar no futuro da sua vida etc, mas to realmente precisando de um conselho que me dá alguma direção ou pelo menos me ajuda a encontrar algo.
Como foram as tomadas de decisões de vocês +/- na situação em que estou?
Valeu a pena?
Faria novamente?
Onde vocês procuraram ajuda?
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2020.06.19 09:58 hellcifense Sou viciado em me exibir na internet e isso me deixa triste

NL;NL Virei uma karmawhore da putaria e não consigo sair desse ciclo. Sinto que estou traindo a confiança de muita gente, principalmente da minha namorada, o que me deixa muito mal.
Isso começou assim que eu fiz 18 anos, lá pro fim de 2018. Como todo jovem com os hormônios a flor da pele, eu me masturbava consistentemente, o que não chegava a ser um problema, mas eu sempre tive plena consciência de ser incapaz de ficar mais de duas semanas sem tocar uma. Não desci naquele rabbit hole da pornografia de ver coisas mais e mais pesadas, mas comecei a ver coisas que antes acharia totalmente estranho.
Primeiro foi o Reddit. Nesse ponto eu já tinha uma conta há um tempo, mas só então eu comecei a conhecer a cultura dos grandes subs de putaria que tem por aqui, inclusive os brasileiros, e comecei a usar cada vez mais essa plataforma pra consumir pornografia.
Um dia topei com o 4chan, sim, o lixão da internet aberta, que eu descobri ser também um antro de Gifs e WEBMs de putaria absolutamente eclético. Aprendi rápido a filtrar o conteúdo tóxico que permeia aquele site como um todo e passei a consumir e gostar de tipos de pornografia que nunca achei que gostaria, leia-se, trans, twinks e femboys. Basicamente me descobri um bissexual atraído por qualquer um com traços femininos hahahahaha.
Após isso, não me lembro exatamente como, caí no Omegle. Não na parte de chats de vídeo, que é inutilizável, mas na área de chats de texto. Lá eu descobri que era possível encontrar pessoas e, quiçá, trocar nudes com elas no snap ou Kik. Não comecei a fazer isso de cara, mas logo vi a oportunidade.
Como eu estava esperando pra entrar na faculdade durante o primeiro semestre de 2019, tive tempo mais do que o suficiente pra frequentar esses sites e como diz o ditado: mente vazia é oficina do diabo. Logo logo postei um semi nude no falecido solteafranga e pra minha surpresa, fiquei entre os top posts do sub inteiro por um tempo. Postei também em outros subs gringos e o feedback que eu recebi foi insano, as pessoas adoraram e aquilo acendeu algo em mim. Eu AMEI a antenção.
Acho que cabe falar um pouco mais sobre mim. Na infância eu fui o gordinho nerdão. Sempre fui amigo de todo mundo, apesar de não ser muito bom em fazer ou manter amigos, e nunca sofri bullying, mas acabei crescendo bem tímido e recolhido de qualquer forma. Na adolescência eu cresci bastante e mudei muito: a voz engrossou, fiquei magro e mais forte e o meu amiguinho cresceu também kkkk.
Durante o ensino médio e até na faculdade me disseram que eu tenho cara de cafajeste, não no mal sentido, mas daquele cara que pega e larga, que adora festas e coisas mais "casuais"...e esse claramente não sou eu kkkkkkkk Eu sei que meu corpo tem uma boa aparência pros padrões de hoje, mas no fundo da minha mente eu ainda sou muito tímido e inseguro quanto a minha aparência e me exibir e receber as mensagens que eu recebo me dá um sentimento de, sei lá, poder.
Meus problemas de verdade começaram quando eu percebi que não conseguia mais viver sem isso. Eu postava alguma coisa, ganhava comentários e likes, descolava alguma coisa no Omegle, no kik, no snap, ganhava mais likes e elogios. Eu tava preso num sistema de reforço positivo que só acabava quando eu finalmente ejaculava e o tesão ia embora. Daí eu apagava as contas de tudo com um peso na consciência, me prometendo que eu nunca faria aquilo de novo...e acabava voltando no máximo uma semana depois.
Pra ficar ainda pior, nesse ano eu comecei a namorar. Uma garota que eu sinto que amo de verdade. Ela não é perfeita, mas eu também não sou e eu realmente quero que esse relacionamento dê certo. Obviamente, ela não sabe desse vício meu. Se soubesse não faço ideia de como reagiria, acho que ficaria escandalizada, acho que todos ficariam. Caralho, há 10 horas atrás eu criei essa mesma conta pra postar nudes meus e receber atenção.
Desde que comecei a namorar, cada like, comentário, vídeo que vejo ou nude que eu recebo ainda me dá prazer, mas eu sinto que eu tô traindo a confiança de muita gente, especialmente da minha namorada. Ela não é muito aberta pra falar sobre sexo e os pais dela certamente têm mão nisso (sim, somos jovens), então eu não nos vejo praticando o ato em nenhum tempo próximo. Ao mesmo tempo em que eu compreendo, isso me frustra um pouco. Sei lá, eu preciso pôr essa energia em algum lugar e meu vício só se tornou mais conveniente.
Eu não sei bem pra onde isso tá indo, mas cá estou eu mais uma vez. Gozei, tirei a mão do pau e pus na consciência. Não quero fazer isso de novo, não quero trair a confiança dela de novo. Não vou apagar essa conta, quero deixar esse relato. Se você leu até aqui, parabéns e obrigado.
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2020.06.07 18:16 cactosemplutao A sanguessuga.

Olá Luba, convidado inexistente (nós sabemos que não tem, vamos lá né) e todos os seres e plantas que estejam a ouviler. Pensei bastante antes de escrever aqui, mas preciso expor a novela mexicana que a família da minha mãe está enfrentando e espero que você se divirta lendo. E pra que você não fique em dúvida na hora de comentar e etc, meus pronomes são ela/dela.
ATO 1
Personagens - vó, tio Z e namorada do tio Z (vamos chamar de Kels) e tia D.
Em 2017, minha vó faleceu por idade e alguns problemas de saúde. No mesmo ano, ou um ano antes, não lembro direito, tio Z arrumou uma namorada - Kels. Ela passou a frequentar nossas festas na laje e a ir pra casa da minha vó dormir com tio Z, se fez de boazinha com todos e até escovou, hidratou, passou progressiva no cabelo de algumas tias. E sim, tio Z não tem casa própria e por ser o caçula de 9 irmãos, minha vó o mimava bastante (como passar pano no quarto dele três vezes ao dia).
Desde o início, minha vó avisou todo mundo que a Kels era apenas uma "neguinha safada". E antes de morrer deixou claro que estava deixando a casa para tio Z e tia D (que sempre morou de aluguel com o marido) morarem. Para melhorar a cena: a casa possui dois quartos, um banheiro, uma cozinha e uma sala, sem contar uma área bem grande ligando esses cômodos uns aos outros, ou seja, espaço suficiente para coexistirem em paz.
ATO 2
Personagens - tio Z, Kels, tia D e outres ties que vivem nas casas de cima.
Pois bem, tia D e o marido se mudaram para a casa da minha vó após um tempo e foi aí que o barraco se perdeu. Tio Z começou a se irritar com a lerdeza do marido da tia D (sim, ele é realmente, mas é marido >dela<, portanto problema de quem? isso mesmo, >dela<) e os péssimos hábitos dele. A Kels passou a praticamente viver junto com meu tio, vindo para cá praticamente a semana toda e com isso ela foi querendo tomar conta da casa; quando tia D chegava do trabalho e queria fazer suas coisas como cozinhar, limpar e deixar as coisas mais fáceis para o dia seguinte, a Kels já havia feito - porcamente por sinal - tudo e falava que estava usando a cozinha então ela devia ir lá outra hora.
- Antes que você continue a ler: Kels tem três casas, é divorciada e a filha não gosta dela. O ex marido provavelmente decretou que não queria nenhum namorado dela perto da menina e a menina deve ter discutido falando que o tio Z não era bem-vindo, coisas do tipo. Isso já tirou uma casa dela, que é a que ela vivia/vive (idk) com a filha. Na casa do ex marido ela já não devia ser bem-vinda, agora então é muito menos. E a terceira é embaixo do cobertor do tio Z que por sequência é embaixo do teto em que tia D também vive. -
Voltando: Tia D nunca reclamou da presença da Kels lá, mas as coisas começaram a afundar demais e ela não aguentou. Discussões aconteceram e agora tio Z realmente tomou conta da casa e até alegou que a Kels chegou lá primeiro, mas chegou primeiro onde? Aqui entram os outros tios e tias que moram nas casas de cima: eles vinham constantemente tentando colocar na cabeça do tio Z que ele está errado e a Kels não tem direito algum aqui porque é apenas mulher de cama. Tia D até fez macumba pra ela e Kels destruiu a coisa que Tia D tinha colocado embaixo da pia.
ATO 3
É aqui que chegamos ao final dessa empreitada da sanguessuga infiltrada: Ela continua com tio Z, sustenta ele e dorme com ele (óbvio), estão próximos de morarem sozinhos na casa que era da minha vó e tia D vai voltar a morar de aluguel. Inclusive, aconselhei a ela e a minha mãe que o correto mesmo era expulsar tio Z de lá e dizer que se ele quer morar com Kels e deixar ela assumir cozinha, limpeza e etc eles que arrumassem um lugar próprio, mas como todos na família são moles uns com os outros e ficam de tititi pelas costas, disseram que não vão fazer isso.
Outro tio está reformando a laje e vai colocar um portão lá para que só nós consigamos entrar e fazer nossas festas de final de ano e tudo mais que quisermos, isso deixa tio Z e Kels com a única coisa que eles realmente podem, mas não deveriam, ter: a casa de baixo.
Ps: off topic, mas se puder assista um anime chamado Given. E não desista de encontrar alguém, você consegue!
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2020.06.06 20:01 maferteix Sou a babaca por namorar um menino comprometido?

Bom, vamos lá.
Na época que isso tudo aconteceu eu tinha 13 anos (agora tenho 19) e o menino 17, eu conheci ele na escola porque ele gostava de uma amiga minha e queria minha ajuda para conseguir ficar com ela, só que conversa vai e conversa vem a gente começou a se gostar e passamos a nos encontrar regularmente na área de lazer aqui da minha cidade. Ficamos uns 4 meses juntos até as coisas não darem mais certo (eu era muito nova e não sentia que tinha maturidade para namorar sério desse jeito), apesar de termos terminado ainda mantinhamos contato porque eu gostava da companhia dele.
Depois de algum tempo ele disse que estava gostando de uma menina, que mais tarde eu descobri que era a melhor amiga do meu irmão, e que ia tentar algo com ela, até ai tudo bem, só que passou um tempo e ele me disse que não estava feliz com ela e decidiu terminar, também disse que nunca tinha deixado de gostar de mim, e como eu era trouxa falei para a gente tentar de novo, o que deu muito certo por dois meses. Um certo dia, eu estava conversando com meu irmão e ele me contou que os amigos dele iriam vir em casa para uma festa de aniversário de uma amiga dele (normalmente eles fazem as festas aqui porque eu moro em uma chácara).
O dia da festa chegou e quando eu fui cumprimentar os amigos dele, vejo meu "namorado" de mãos dadas com a amiga do meu irmão, sim, ele estava com nós duas ao mesmo tempo, ele nunca tinha terminado com ela. Quando eu vi eu só fiquei encarando ele até ele olhar para mim e se dar conta do que estava acontecendo. Eu não fiz nada naquela noite mas no dia seguinte eu marquei de ir ver ele e terminar tudo. Porém, um dia antes ele tinha falado para a namorada dele que eu fiquei dando em cima dele e beijado ele durante a festa do dia anterior, ela mandou no grupo de amigos do meu irmão e agora todo mundo acha que eu dei em cima do menino comprometido e me acham extremamente babaca. Atualmente ela ainda está namorando com ele e toda vez que os amigos do meu irmão vem aqui em casa eu fico trancada dentro do quarto porque me sinto envergonhada de tudo de aconteceu e não tenho coragem de encarar eles.
Afinal, quem foi o babaca dessa história?
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2020.05.29 16:43 mateusonego Não aguento mais me arrepender

Bom dia, povo! Espero que estejam sobrevivendo aí, e bem.

TL;DR: Ateu mal-acostumado, ainda projeto o julgamento de Deus em todas as áreas e pessoas, e não suporto mais sentir culpa nem arrependimentos - o único futuro que vejo é me isolando e vivendo sozinho, sem interagir nem construir nada com mais ninguém, o que rouba todo o sentido da vida humana. Não sei mais o que fazer comigo.

Bom não tenho certeza do que eu pretendo com isso, mas eu honestamente não faço mais ideia de que direção tomar, e senti que pôr tudo pra fora pode elucidar alguma coisa. Peço desculpas desde já pela bíblia abaixo (quem ler vai rir da escolha de palavras) mas eu não sei identificar limites e necessidades ¯\_(ツ)_/¯ prefiro dar mais detalhes do que devo.
Enfim, já faz alguns anos que eu tenho depressão. Sempre fui uma pessoa muito ansiosa, a ponto de precisar me consultar a respeito algumas vezes enquanto criança. Me parece que a coisa toda começou principalmente depois que meu pai faleceu (doença cardiovascular - eu tinha 5 anos).
Eu não passava o meu dia com meu núcleo familiar (minha mãe sempre trabalhou, eu sempre fiquei com uma tia até pelo menos os 12), então ficava o dia todo na TV e quando chegava em casa a noite ia direto pro computador. Eu sou negro (sempre sozinho em espaços brancos, só bem mais tarde eu ia entender o que isso significava e começar a perceber as consequências), sempre fui mlk de prédio (cohab - de bem favorecida minha família não tem nada, mas graças a Deus nunca passamos fome), e minha mãe não percebeu o quanto eu me fechava conforme o tempo passava. Passei minha infância inteira brincando literalmente sozinho, fazendo todos os papeis etc rs e nem sei dizer o quão rápido me acostumei a passar o tempo integralmente dentro da minha própria cabeça.
Porque eu não entendi muito bem a morte do meu pai, e por conta de como eram as coisas na minha família (minha tia era paranoica, meu tio era um absoluto escroto em todas as áreas, minhas primas eram frustradas e descontavam um pouco em mim - nada demais, minha família sempre foi bastante amorosa, na verdade, não posso reclamar disso -), e por conta de eu passar uns 25% do meu tempo com minha mãe no máximo, que quando tava comigo tava cobrando sobre a escola etc, papo padrão de mãe ausente (não culpo ela em nada, minha mãe sempre foi esforçada pra cacete e lutou muito pra subir aos poucos na vida, sempre se fez o mais presente possível e demonstrou amor incondicional, sempre deixou claro que me ama não importa a merda que eu faça - mas o fato é, ela sempre me cobrou muito das coisas, não exatamente da forma mais inteligente), minha terapeuta disse que meu cérebro me responsabiliza de alguma forma pela ausência do meu pai (como se eu tivesse cometido algum erro, e por ISSO ele tivesse saído da minha vida), e hoje entendemos que meu cérebro associou toda essa mistureba como: "não posso errar, nunca, preciso ser capaz de cuidar das minhas responsabilidades, se não os outros não vão querer saber de mim, e eu ainda posso prejudicar eles, pôr o esforço deles a perder, então eu nunca posso fazer nada que não seja a melhor e mais perfeita coisa que eu poderia ter feito no momento".
Soma-se a isso o fato de minha família ser aquelas tradicionais evangélicas neo-petencostais, e toda minha insegurança foi armada e munida: eu sempre levei a coisa a sério, me esforcei para viver de acordo com filosofias ou de acordo com as conclusões que eu chegasse, achava que era questão de vida ou morte (ser salvo ou ir pro inferno) que eu ponderasse muito sobre minhas escolhas e fosse compromissado - só assim eu verdadeiramente estaria fazendo a vontade de Deus, só ignorando o mundo e as tendências e me reservando a ficar sempre na contra mão.
Eu nunca me senti bem, feliz ou satisfeito. O estado mais positivo que eu já consegui alcançar foi "conformado", mas mesmo enquanto amparado pela fé, eu não via muito sentido nas coisas, não conseguia enxergar propósito que não fosse Deus, e a forma de lidar com esse propósito - combatendo o mundo, pra convencê-lo a se salvar - me frustrava. Mas a coisa tomou outro patamar quando, depois de uns anos levando a sério a religião, eu me dei conta que não cria em mais nada. Aí, a depressão que se mascarava como descontentamento se assumiu de verdade, e só então eu reparei há quanto tempo eu andava desejando morrer mas não admitia para mim mesmo. Foi só quando eu parei de encarar o suicídio como um pecado, que eu passei a reconhecer com quanta intensidade eu sempre flertei com ele. Isso faz uns 10 anos, e de lá pra cá, a vontade de abandonar tudo só cresceu - e hoje eu sinto que isso é especialmente pq eu passei o papel de "Deus" pras outras pessoas, ou pra sociedade: cada ação minha está sendo pesada por alguém - ou será pesada por cada pessoa que passar pela minha vida - e meus acertos determinarão meu valor enquanto pessoa.
Nunca tive problemas para ter amigos, mas sempre me senti bastante deslocado (negro e cristão, né, nunca me sentia completamente pertencente). Sempre fui inseguro e sem malícia demais pra ter atitude para ter um relacionamento, e como eu era cristão e tem toda a parada de sexo etc, enfim, eu fui demorar para ter meu primeiro relacionamento, que eu abri mão pq não dava conta de quão mal eu me sentia, do quanto eu me cobrava ou me culpava por tudo, do quanto de ciúmes que eu sentia, etc.
A vida passou, eu deixei de ser cristão, comecei a entender melhor a sociedade, comecei a fumar maconha, fumei muita maconha, e no meu 3º relacionamento minha namorada percebeu que tinha coisas dentro de mim com as quais eu não sabia como lidar, e me convenceu a fazer terapia, por mim, e por nós. Eu comecei a fazer. entendi muitas das coisas que mencionei aqui, tivemos anos de muita alegria, fomos morar juntos, eu seguia com a terapia e tomando remédios etc, até que... fomos nos afastando... e eventualmente terminamos. Na época eu não sabia direito identificar o que tinha acontecido. Hoje, eu acho que fumávamos demais, eu em especial, e não estava me esforçando de verdade para estar com os outros e fazer coisas novas, eu só queria saber de fumar, tava afstando ela da família dela, enfim... provavelmente acabei entregando um relacionamento tóxico pra ela, ou até abusivo.
Eu moro sozinho há uns 2 anos e meio agora. Sigo fazendo terapia e tomando remédios (só 10 por dia). Continuo fumando maconha, pq é a única coisa que alivia o dia-a-dia, tentando reduzir bem (hoje fumo 1/3 do que fumava no começo do ano, por ex - mas ainda fumo um pouco todos os dias, e minha psiquiatra sabe). Eu sei que isso já detonou minha noção de tempo, realidade, felicidade, vida, etc... Estou ansioso num nível que, de tanto mexer o meu calcanhar, eu literalmente to com problemas pra descer escadas ou ladeiras, sei lá, meu músculo buga e começa a tremer.
Eu tive um relacionamento no fim do ano passado, mas invadi todos os espaços dela sem a menor paciência, cobrava atenção que não fazia sentido pro que tínhamos, enfim, creio que projetei uma "continuação" do meu último relacionamento, não soube identificar como recomeçar a conhecer e ficar com alguém.
Nos últimos meses minha mente abriu muito pra muita coisa, e eu deixei de me culpar de muita coisa. Entendi algumas das minhas limitações, e que eu poderia escolher a vida que eu queria levar, dia após dia, eu posso escolher como levar meus dias. Eu trabalho, pago minhas contas, tenho um relacionamento ok com minha família, não devo nada a ninguém. Entendi por ex que eu provavelmente não tinha machucado minha última companheira, mas eu sem dúvidas frustrei muito a ela e a mim, e absolutamente gratuito.
Enfim. To há mais de um ano sem conseguir dormir 5h seguidas (serião), e aí pow, quarentena, não tenho o que fazer além de pensar na vida. Antigamente eu via muitos filmes e séries, ouvia música o dia inteiro etc, ultimamente SÓ consigo ver animes (não sei se pq os episódios são curtos, por conta da variedade, se é pq eu sou uma eterna criança, se é pq eu acho mais fácil refletir em cima das problemáticas...). Não aguento mais sonhar com o passado, não aguento mais sentir saudades das pessoas que passaram pela minha vida (especialmente minha noiva), não aguento mais não ter perspectiva nem vontade de futuro. Faz alguns meses já que eu tenho certeza absoluta que só estou vivo ainda pela minha família. Eu não queria, não tenho força nem ânimo pra sonhar com nada que eu queira pra mim, ou com nada que eu acredite que possa alcançar. Eu sinto que nenhum esforço pra ser feliz ou chegar em lugar nenhum nunca vai compensar as tristezas, as dores, e acima de tudo, os arrependimentos. Por mim, posso dizer isso sem medo algum, eu já tinha ido embora há alguns meses. Tenho até umas receitas naturais salvas pro dia que a coragem chegar (mas ela nunca vai chegar, eu nunca faria isso com minha mãe e meu irmão)
O que me mata são os arrependimentos. Eu demorei, mas entendi que tem muita gente pelo mundo, e que as pessoas vem e vão mesmo, isso é inevitável, e não precisa ser negativo. Eu não tenho "medo" de nunca encontrar ninguém, por exemplo. Mas meus sentimentos de culpa são TÃO fortes que eu nunca mais quero arriscar sentir isso por ninguém. Nunca mais quero sentir que decepcionei alguém, e tb não quero me frustrar. Eu sou honesto demais (acho que deu pra perceber), e embora leia MUITO as pessoas, nunca aprendi a lidar com o ritmo do mundo ou com a relação que as pessoas tem com a própria vida - esse ano me dei conta que continuo absurdamente religioso com a vida, to tendo que desconstruir pra entender como não encarar cada segundo como uma responsabilidade de tomar a decisão certa. Mas ainda dói demais pensar que eu machuquei as pessoas, e me dar conta que eu perdi oportunidades e pessoas por ser burro e egocêntrico. Ainda encaro os acontecimentos como decisivos, ou "destino". E decidi esse ano que ia me concentrar em mim, juntar uma grana, melhorar um pouco de vida e tal - mas quarentena, e aí no meio dela eu vi o quanto eu ainda me sinto dependente da validação dos outros (é um pouco de carência tb sim, mas é realmente uma necessidade de validação absurda), e que precisava aprender a superar.
Mas os dias passam, e minha cabeça não muda: to sozinho pq fiz muita merda, pq fui ansioso e egoísta, sou estranho e introvertido demais pra me relacionar com amigos ou parceiras de qualquer grau, e, como sei que preciso ficar vivo, pelo menos até minha mãe morrer, a única estratégia que eu vejo é se eu me fechar pra todo mundo e aprender a me aceitar sozinho. E eu realmente não posso dar brechas pra ninguém participar da minha vida, pq as preocupações me consomem, e eu sinto o arrependimento antes mesmo de fazer qualquer coisa.
Bom, é isso. Se você chegou aqui, parabéns. Recomendo agora um Neil Gaiman, um C. S. Lewis, ou pq não um Marx né. Como eu disse, não sei onde eu quero chegar. Acho que só precisava pôr pra fora. Por favor fiquem mais que à vontade pra comentarem qualquer merda, não to esperando ajuda nem forças, nem compreensão na verdade, mas eu sei que vcs vão me entender (talvez eu esteja procurando perdão, ou redenção?). Se alguém tiver passado por qualqueeeeeer coisa parecida, tamos aí para conversar.
Mas é isso amiguinhos, não se deixem acumular culpas, nós raramente temos, o mundo é difícil e cruel e cada favelado é um universo em crise. Sempre erraremos e sempre teremos de dar um jeito de levantar no dia seguinte. Cabe a cada um escolher como e com quem quer fazer isso. Boa sorte pra nós, pois Brasil. Muito amor, paz e saúde.
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2020.05.18 16:29 guilerms The ultimate melancholy experience is the experience of the loss of desire itself.

eu sempre tive problemas com motivação. mas eu fui uma criança inteligente, na qual todos viam potencial. minha família era de classe c e meu ensino fundamental foi todo em escola pública.
fiz o ensino médio com bolsa integral na melhor escola da minha cidade e quase fui expulso, mas isso é outra história. passei na usp e fui morar na capital enquanto tentava manter um relacionamento à distância. aproveitei pouco meus primeiros anos na faculdade. a cidade de são paulo me fez mal.
em 2013 meu pai morreu. meus pais já eram separados e eu tinha umas tretas com ele. minha namorada, na época, não esteve presente no funeral e resolvi terminar.
de volta à minha cidade, rolou um período de quase um ano em que eu tentava me entender como indivíduo e redescobrir paixões em coisas que formam alguma identidade. conheci uma menina nova e entrei num relacionamento de cabeça. terminei meu TCC com um trabalho que me orgulha bastante. Fiz viagens com a minha namorada, a ajudei com a redação do seu mestrado e adotamos uma gatinha. eu a amava profundamente. alugamos uma casa para morar juntos, que eu mobiliei usando um dinheiro de uma casa herdada do meu pai.
a vida estava boa. morava numa boa parte da cidade, com a mulher da minha vida e (agora dois) gatinhos fofos. eu tinha saído da minha área de formação e estava trabalhando como professor, num emprego que era ok mas longe de me dar a satisfação que eu buscava na área da educação, e que também não me pagava o suficiente para cobrir todas as contas. minha economias iam sangrando lentamente, e as acumuladas frustrações profissionais começavam a pesar e me dar um ar melancólico. planejei um mestrado, escrevi projeto de pesquisa e tive boas conversas com um professor sensacional para me orientar. o assunto conciliaria minha área de formação com a carreira em educação que eu queria seguir, além de ser original e muito interessante.
posterguei o mestrado. ela estava no doutorado e surgiu oportunidade de colaborar na Holanda. iríamos juntos, passar um ou dois anos lá. para facilitar a burocracia da minha ida e permitir que eu conseguisse um trabalho de meio período e até alguma pós, casamos.
mas aí os processos de financiamento das agencias de fomento científico atrasaram. eu já tinha saído do meu emprego e não havia mais nada nos segurando na cidade, embora ela precisasse estar em são paulo o tempo todo para o doutorado. mudamos para a capital, um lugar que me trazia memórias de solidão e desencaixe. eu acabei me contentando com um estágio numa escola. era só por alguns meses até emigrarmos.
o estágio acabou sendo cancelado por uns problemas burocráticos. minha sensação de imprestável aumentava, afinal eu não tinha carreira e estava só acompanhando ela. até trabalhei bastante produzindo e editando videos para um canal de youtube que os amigos dela do doutorado fazem, o que me dava algum senso de propósito. comecei a fazer análise nessa época.
eventualmente, uma semana antes de eu completar 30 anos, ela me disse que não queria mais estar comigo. que a minha depressão fazia muito mal a ela. foi a segunda maior dor da minha vida. ela posou de caridosa, me ajudando a encontrar uma kitnet pra ficar. arrumei um outro emprego, que era precário mas pagava um pouco melhor, além de ter alguma possibilidade de crescimento dentro da área de educação.
depois, descobri que ela já me traía com um seguidor do canal do youtube. que, antes de me falar qualquer coisa, já falava pra ele que "o verme tá enrolando pra sair da casa". foi a maior dor da minha vida. passei raiva, falei merda, e me custou superar. o que me ajudou foi usar a bike pra ir trabalhar, escrever um diário e sair com umas meninas fortes e interessantes. nos fins de semana, repetindo o mantra "não fique em casa" tentava entrar em sintonia com a cidade, e tive bons momentos. mas também perdi a inscrição para o mestrado pela segunda vez, agora por falta de atenção com um prazo. rola o divórcio. eventualmente, saio da kitnet e volto para o apartamento em que morava com ela (não sem sofrer, mas era o combinado desde o começo). arrumo um amigo para dividir as contas. ela foi pra tal holanda com os gatos.
dois mil e vish, entra corona. sou demitido na semana em que começa a quarentena. pandemia, desemprego e solidão, agora que eu achava que estava conseguindo me estabilizar financeiramente e emocionalmente. ficando em casa o tempo todo, é difícil encontrar motivação para qualquer coisa. o app de fotos vai me apresentando as efemérides de um ano dos eventos do meu término. já nem é que estou triste, é que nem sinto mais qualquer coisa com intensidade, só as crônicas melancolia e solidão. de vez em quando, tenho uns lapsos de impulso criativo que me colocam pra fazer coisas que eu gosto, tipo fotografar, desenhar, escrever, sei lá. mas na maior parte do tempo estou me distraindo com memes, jogos e pornografia. tenho conversado com algumas meninas pela internet, mas sem a possibilidade de encontro presencial é tudo muito deprimente.
nos próximos meses, eu vou ficar completamente sem dinheiro. eu não sei o que vai acontecer, nem sei se consigo garantir que "vou dar um jeito" ou sei lá. e eu to meio que cagando pra isso. devia estar mais preocupado, me matando pra conseguir algum emprego ou alguma forma de ganhar dinheiro nessa economia de bosta. mas parece esforço em vão, parece que no fim não faz nenhuma diferença.
o noticiário é tão deprimente quanto meu relato.
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2020.05.14 05:43 novadulto Não consigo me manter apegado (a pessoas, coisas, ideias...)

Minha cabeça é meio bagunçada, então já peço desculpas antecipadamente pelo texto meio perdido hahaha.
Sou homem, atualmente com 30 anos, e tenho uma dificuldade enorme de me manter apegado a algo ou a alguém.
No âmbito de relacionamentos lembro que durante o ensino médio eu tinha meu grupo de amigos e a gente tava sempre junto, saía de fim de semana, ia viajar nalgum feriado prolongado... Mas o tempo foi passando e, uns dois anos depois de terminado o ensino médio e perdermos aquele contato diário, comecei a "cansar" deles. A gente ainda saía umas 3 vezes por mês, mas cada vez eu tinha menos vontade praquilo, tava sempre arrumando uma desculpa pra não ir, não procurava mais eles (só falava com alguém se viessem falar comigo antes), até que chegou num momento em que eles me procuravam cada vez menos e finalmente largaram mão de mim. Isso foi há uns 10 anos e eles foram meus últimos amigos de verdade (de lá pra cá tive apenas colegas).
Ainda nos relacionamentos, agora amorosos, tive minha primeira namora de verdade (as outras foram aquelas namoradinhas não tão sérias) na faculdade. Nunca fui o pegador (muito pelo contrário, quando eu arranjava alguém eu já me apaixonava e ficava com ela por uns meses), até por não ser uma pessoa que leva muito jeito na conquista (não sou tímido, converso com todo mundo, mas se for alguma garota por quem estou afim eu travo), mas sempre quis experimentar essa vida (talvez por não ter tido essa experiência e vê-la como algo maravilhoso eu tenha alguns dos problemas nos relacionamentos amorosos que vou relatar a seguir). Vejo uma mulher que me atrai e dou aquela acompanhada com o olho, fico "analisando o material" (não levem pro lado machista da coisa), dou umas fantasiadas... Não chega a ser aquela coisa nojenta de enfiar a mão na calça ou ficar secando a mulher e lambendo os beiços, e obviamente eu tento disfarçar, mas eu dou sim uma boa conferida. Fico imaginando como seria minha vida de pegador, dormindo cada noite com uma, passando um fim de semana com alguma que me agradasse mais... Mas quando começo a namorar tudo isso some - eu só tenho olhos pra minha namorada, me entrego totalmente, sou super disposto quando vamos nos encontrar (normalmente sou meio preguiçoso, de modo a preferir ficar na cama a sair pra passear)... Posso até reparar que outra mulher é bonita, mas não passa disso, de uma mera constatação (assim como posso olhar pra um homem e pensar "esse cara é bonitão" sem que isso signifique que quero pegar ele, ou pensar "que cachorro fofinho" sem querer adotá-lo), não rola qualquer olhar mais prolongado, qualquer fantasia... Até aí maravilha, acho isso até bom já que estou num relacionamento sério e ficar desejando outras não seria saudável pra mim ou pro relacionamento. Acontece que com o passar dos meses eu vou "enjoando" daquele namoro, parece que vira uma obrigação - eu continuo super apaixonado pela minha namorada, mas eu simplesmente começo a não ter mais saco pra ter que sair de casa e ir encontrá-la; junto disso começa a voltar aquele desejo por outras. E aí já não tô mais feliz, sinto que o namoro já deu o que tinha que dar e termino. Já reparei que isso começa uns meses depois que a gente começa a ter uma vida sexual mais ativa (e como costumo namorar "meninas de família" isso costuma levar uns meses), até por isso penso que talvez seja uma "programação biológica" no sentido de passar os genes adiante (apesar de essa parte em especial não rolar graças à camisinha hahaha), de modo que depois que o "objetivo é cumprido" meu organismo não manda mais os mesmos sinais que me faziam querer ficar com aquela pessoa (como se toda aquela paixão fosse só um meio de me fazer chegar no objetivo sexo). Quando termino eu penso comigo "não vale a pena, é sempre a mesma coisa - me apaixono, namoro, me dedico pra caramba só pra depois de um tempo eu me cansar daquilo e terminar tudo" e decido que não vou mais perder tempo com namoros. E aguento bem nessa, fico uns dois anos de boa com isso, até que começa a bater uma puta carência e acabo entrando num novo namoro.
Meu último namoro terminou deve ter 3 anos e até recentemente eu tava de boa com mais uma das minhas decisões de "vou ficar sozinho, é mais fácil assim", mas nessa última semana já começou a bater aquela vontade mais forte de ter um contato mais íntimo com alguém. Normalmente quando vem esse desejo (não confundir com o mero tesão) eu bato uma punheta e tá resolvido, a vontade passa (até por isso acho que o meu desejo de ficar com alguém seja mais sexual/"evolutivo" do que afetivo), mas têm vezes que não, eu bato uma, duas, três e continuo com aquele desejo de "eu quero uma namorada" e já começo a fantasiar sobre como seria a namorada perfeita, como a gente se conheceria, como seria a nossa vida juntos... Esses três últimos dias foram assim.
Importante notar que justamente por isso eu não pretendo ter filhos - além da quebra obrigatória na rotina (coloco o "obrigatória" aqui porque não vejo nenhum problema em quebrar a rotina, desde que isso parta única e exclusivamente de mim) fico pensando se um dia eu simplesmente "enjoar" deles, sem contar que quando a gente ama alguém a gente se preocupa com aquela pessoa, acaba fazendo por elas coisas que não queria ter que fazer... (já percebi que eu quero viver pra mim, que sou uma pessoa egoísta). É como diz a música:
Why can't we give love that one more chance?
[...]
'Cause love's such an old fashioned word And love dares you to care for The people on the edge of the night And love dares you to change our way of Caring about ourselves
Sério, por mais triste que possa ser dizer isso (e me sinto péssimo quando penso nesse tipo de coisa) eu sinto que minha vida seria muito mais fácil se eu não tivesse família, já que eu os amo e me preocupo com eles e isso me impede de levar a vida 100% a minha maneira, de me isolar...
Tenho esse problema de "apego" também com estudos - quando eu tava no colegial não queria nada com nada, acabei fazendo direito porque no meu meio a "sequência natural" do ensino médio é a faculdade e por achar que dos cursos existentes essa era o tinha mais a ver comigo (ledo engano). No começo eu tentava estudar bastante, comprei várias doutrinas e tudo o mais, mas realmente não era pra mim (esse é um curso que eu realmente me arrependo de ter começado). Uns anos depois abandonei e parti pra biologia. Gostei bastante do curso e no começo, novamente, eu estudava bastante, mas com o passar dos semestres ia dando aquela desanimada e eu estudava cada vez menos. Mesmo assim terminei o curso, e desse eu não me arrependo (se é pra ter algum arrependimento é de não ter feito ele logo de cara e de não ter me empenhado mais). Entretanto, durante o curso eu tive muito contato com a galera da licenciatura (fiz bacharel), até porque as turmas eram juntas, e assim que terminei o curso de biologia parti pra pedagogia (eu queria trabalhar com crianças). Assim como no direito eu tinha uma visão bem fantasiosa de como era a área e acabei não durando muito no curso (esse tá fazendo companhia ao direito na sessão de "cursos que me arrependo de ter começado" [afinal representa um tempo perdido]).
Não sei, às vezes parece até que é um mecanismo de autossabotagem (ou autopreservação), como se sempre que eu fosse começar a ficar mais por conta própria, crescer na vida, ter mais responsabilidades, eu desse um jeito de protelar aquilo e voltar à zona de conforto.
Atualmente tô prestando concursos na área de biologia e logo começo em um (apesar de continuar estudando pra ver se passo em algum melhor - de vez em quando eu pego firme nos estudos, sinto que tô aproveitando bem, mas aí de repente dá um desânimo e largo mão) - quero só ver como será, se conseguirei dar o meu melhor e me empenhar como eu gostaria ou se minha cabeça vai dar um jeito de me sabotar e se eu cederei (apesar de eu achar extremamente difícil, já que estarei ganhando dinheiro [um salário que não é bom mas também tá longe de ser ruim], poderei ir morar sozinho, colocar em prática meus planos de juntainvestir um dinheiro e talvez daqui a 30 anos ir morar no campo, viver de renda, totalmente por conta própria...
Outro problema é que eu tô constantemente mudando - às vezes eu quero uma coisa, num outro momento quero outra completamente contrária. Pra exemplificar, quando paro pra pensar em "como seria a vida perfeita" pra mim eu tenho várias versões - em uma eu encontraria uma mulher perfeita, nos apaixonaríamos e viveríamos juntos e felizes para sempre; em outra eu seria o solteirão pegador que "pega e não se apega", que vive viajando pelo mundo; numa terceira inventariam um MMORPG fodão (imagina algo em realidade virtual com conexões neurais, de modo que parece que você realmente tá ali) e eu passaria o dia jogando; e assim por diante, se aparecesse um gênio agora e dissesse "você pode escolher a vida que você quiser e ela será sua" eu sinceramente não saberia escolher.
Obs.: ao falar de "arrependimento" e "tempo perdido" eu entendo que essas experiências me ajudaram a ser quem eu sou hoje, pode ser que sem elas as outras experiências que hoje eu gostei não tivessem sido tão proveitosas (ou mesmo estivessem nessa categoria de "me arrependo") justamente porque eu não tinha a maturidade que elas me deram. De qualquer forma é difícil deixar de pensar em como eu gostaria de não ter perdido tanto tempo com elas.
Mais alguém aqui tem esse tipo de problema? Alguma ideia de como resolver?
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2019.12.28 14:35 Panzh3r pós término

Então, nessa última semana eu entrei em um conflito interno que tá me incomodando bastante. Esse mês terminei meu namoro de anos que tive com meu melhor amigo, foi péssimo e sofri bastante nas primeira semanas, ao ponto de mal comer de tanto nervosismo de me ver fora daquela rotina de sempre.
Por muito tempo fomos melhores amigos e após muita insistência dele aceitei namorar, no início era maravilhoso um ajudou muito o outro, mas depois de um tempo notei que eu me dedicava muito e ele nada, ele teve depressão e alguns outros problemas que não conseguia enfrentar. O namoro ficou péssimo, deixei passar muita coisa que era importante pra mim e permaneci junto, pois achei que seria muita sacanagem largar alguém que andava sofrendo de depressão e sem perspectiva nenhuma na vida, fora que ao meu ver tudo iria melhorar quando ele ficasse bem e eu tinha medo de largar tudo e ele se ver sem chão e acabar se matando. No fim acabei sendo a bengala emocional dele sem perceber, as coisas foram melhorando pra ele e por mil motivos foram piorando pra mim, me vi recém formada e sem conseguir emprego na minha área e até áreas que não exigem estudo (eu me dediquei muito aos estudos e não tenho experiência nenhuma). Esse ano me tornei uma pessoa triste e reclusa, coisa que nunca fui, eu era feliz, tava sempre rindo e fazendo palhaçada. Acredito que ele não aguentou a pressão e esse mês, após uma briga idiota, veio me falando que achava que não estava mais dando certo, pois eu era briguenta, eu explodi e joguei na cara dele que quando ele tava mal e eu tava no lado dele tava tudo ok, agora que eu tava mal ele queria pular fora. Terminamos na raiva, sofri, dias depois voltei atrás perguntando se era isso mesmo o problema e ele me listou coisas ridículas e fáceis de resolver, pensei muito e perguntei se ele não queria tentar novamente já que eram coisas simples, mas ele disse que tinha cansado da relação e não queria tentar. Ou seja, eu tava certa quando achei que tinha sido usada como bengala emocional e na minha vez ele não ia aguentar a pressão. Ele disse que queria manter aquela amizade de anos atrás, e eu sinceramente ia amar manter aquela amizade, no fundo eu me arrependo muito de ter começado a namorar, pois como amigos éramos muito melhores e eu não consigo ver onde exatamente começou a dar errado pra nós. Apesar de querer isso eu precisava viver o luto do fim do namoro e disse pra ele que precisava fechar esse ciclo pra conseguir seguir em frente, então eu iria bloquear ele do nosso principal meio de comunicação (whats), ele disse que aquilo era desnecessário e eu falei que eu tinha que cuidar de mim e fazer oq era melhor pra mim, e no momento isso significava bloquear ao menos do whats, pois eu sabia que não teríamos conversas frequentes e me doía olhar o celular e não ter mensagens dele. Eu realmente tava me sentindo mal ali. Isso foi no domingo, na segunda acordei plena, feliz e quando lembrava dele parecia que já faziam anos e ele tava lá no fundo do meu passado. O pior é que eu tô mais leve do que em muito tempo, me sentindo esperançosa que meus problemas vão se resolver e que tudo vai ficar bem.
Agora eu tô aqui achando que meu namoro era pura dependência emocional e acho que eu já não amava ele a muito tempo. Eu tô me sentindo mal por tá tão bem. Será que era comodismo? Preguiça de sair da relação? O pior é que ontem uma amiga me avisou que ele começou a seguir uma ex namorada que segue ele a dois anos (que ele volta a pegar todas as vezes que acaba um namoro), fui olhar e tava mesmo, ou seja, mal terminou e já tá engatilhando de comer a outra, sendo que se fez de vítima e injustiçado sofrido no domingo. O sentimento que me veio agora foi um misto de nojo e felicidade por eu tá certa que os motivos que ele me deu eram mentira e na vez que eu vi no histórico dele fotos dessa ex e ele disse que eu era doida, eu não tava doida não gente. Como que eu posso tá sentindo isso? Eu não deveria me sentir péssima e com raiva? Eu tô aqui rindo mas é de nervoso.
Pra não falar que tô totalmente bem, eu fiquei triste por ter perdido anos da minha juventude com alguém que me usou assim e que eu realmente achava que ia construir família. Mas é tristeza por tempo perdido e não por ele não estar mais aqui cmg. E medo de não confiar mais em alguém pra tentar ter uma vida juntos ou mesmo de não encontrar alguém compatível. No mais eu tô ótima.
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.07.24 15:36 Luizbep Showcase da Comunidade e Perguntas e Respostas - PSA

Showcase da Comunidade e Perguntas e Respostas - PSA
Olá pessoal, feliz quarta-feira mais uma vez!

Espero que todo mundo esteja tendo um bom verão e que você esteja evitando o calor. Estamos aqui novamente com outra vitrine e perguntas e respostas. Desde que você foi roubado de uma Q & A adequada última vez, eu adicionei mais um par neste. Felizmente, sempre há pessoas que têm algo a dizer. Antes de tudo isso, um pequeno anúncio.
Nós mudamos os tempos de reinicio do servidor. Assim, o servidor é reiniciado todos os dias às 04:00 (4:00) e 16:00 (4 PM) do horário do servidor local.

Nós também estamos tentando uma coisa nova. A fim de manter o fluxo de comunicação com a nossa comunidade, implementamos um novo tópico chamado "Developers Daily Diary & EA Roadmap" (Diário de Desenvolvedores Diário & Roadmap do Acesso Antecipado). Nele, vamos escrever situações atualizadas sobre o progresso atual, então confira!

Link para o post (em inglês)

Então vamos para o showcase:
https://preview.redd.it/xmjqcki589c31.png?width=3281&format=png&auto=webp&s=077bb0ceb78b611cb9af6a968a7fda125bc25bd5
Os 3 porquinhos poderiam ter derrotado o lobo, mas ainda enfrentam a fera mais perigosa: o homem.

Não há jantar de frango aqui.

Nós também temos montanhas que você pode ver e escalar.

\"Ei dev porque os meu fps está caindo?\"

\"Você acabou de olhar para a minha namorada, né?\"

Um certo rapper aprova essa imagem.

Cuidado com o mago.

De tirar o fôlego.

Defina os controles para o coração do sol.

Cuidado com o companheiro dos cães radioativos (e isso não significa que estamos adicionando cães radioativos).
https://preview.redd.it/4kqoxmtuw8c31.png?width=3281&format=png&auto=webp&s=882f831c8241550cdfad197df6cba00281d9e165
Certo, vamos para as perguntas e respostas:

1) Que tal adicionar uma bússola na tela como um item de loot? Ficar virando para trás e para frente no mapa fica chato depois de um tempo.
R.: Está planejado em algum lugar abaixo da linha.

2) Toda vez que vocês wipam eu espero que a temporada de monções acabou.
Ainda chove todos os dias.
R.: Mas isso faz as árvores crescerem mais rápido.

3) Porque é sempre dia e ensolarado? Eu quero névoa e noite... por favor. Ou isso é um problema do modo solo? Eu não sei, você pode me dizer?
R.: Este é um problema no modo solo. Parece não salvar o tempo do cliente local para que ele seja redefinido toda vez que você fizer o login. Estamos trabalhando na correção.

4) Olá devs, vocês podem explicar o que aconteceu com a habilidade de cozinhar que agora não está sendo usada? Por esta razão, sua nova churrasqueira improvisada não faz sentido, porque você não pode deitar os espetos com carnes nela e assa-los. Além disso, todos os passos estão faltando. Como bife de boi e de porco assado, os quais eu via com frequência nos primeiros dias do jogo. Todos vocês fizeram um ótimo trabalho nos últimos 11 meses, desde o lançamento do jogo.
R.: A cozinha ficou mais elaborada e ainda estamos trabalhando para melhorar ainda mais. A churrasqueira está aqui para carne crua, não espetos. Além disso, tenha cuidado na churrasqueira. Você precisa encontrar e ajustar o calor perfeito para que sua carne não queime. Se a durabilidade começar a cair rapidamente, significa que está queimando.

5) Se eu não executar servidores e perder algumas dezenas de horas do meu tempo neste jogo, não as verei aqui, porque limpar os jogadores do servidor quando eles gastaram algumas dezenas de horas para construir uma base, coletar equipamentos e desenvolver habilidades de personagem, quem iria querer começar de zero a cada vez. Isto está doente e se eu não restaurar o servidor com o meu progresso até agora, então eu vou deletar esse jogo de uma vez por todas e não vou recomendá-lo a ninguém. Eles tratam os jogadores como lixo, removendo todas as suas conquistas no jogo.
R.: Paus e pedras...
Brincadeiras à parte, nós tendemos a evitar wipes o máximo que podemos, mas às vezes eles são necessários. Você deveria ver o rosto de Leva quando ele percebeu que seria necessário fazer uma limpeza e ele perderia todo o seu progresso. Eu vou te dizer o servidor que ele está por 5 dólares no meu paypal.

6) Eu entendo a necessidade de wipe depois de uma atualização como essa, mas sendo honesto... é por isso que os jogadores saem. Digo, é muito frequente. Toda vez que dou uma nova chance para esse jogo e gasto muito tempo looteando e construindo, vem um wipe justo quando tenho algumas coisas úteis. Suas atualizações são pequenas e insignificantes no momento, apenas esperem até vocês adicionarem algumas coisas úteis e excitantes para os jogadores... Uma vez por mês, as vezes nem tão frequente assim. Uma vez a cada dois meses. A atualização seria maior e mais fácil de aceita-la, quando perdemos tudo que temos. Eu não sei, foi só um pensamento. Estou indo para o modo solo agora. Não posso mais jogar com meus amigos assim. Todos eles desinstalaram o jogo agora...
R.: Quanto ao limpe mesmo que acima. Nós os evitamos o máximo possível. Mas se você se sentir esgotado, é compreensível. Ei, se fazer uma pausa significa que você pode aproveitar o jogo ainda mais quando formos jogar mais, faça isso. Quanto aos tempos de atualização eu respondi isso antes. As coisas não são assim tão simples. Você pode não ser afetado por certos problemas, mas alguns jogadores são, e todo mundo merece jogar certo? Além disso, se tivermos algo que consideramos pronto para lançamento, por que não lançá-lo e ver se ou quais problemas ele causa com o restante na criação ao vivo. É uma prática melhor do que liberar um monte de coisas de uma só vez e então tudo está uma bagunça.

7) SCUM fez muito progresso recentemente. Ótimo trabalho! Agora, o problema principal é que para os jogadores, não há pressão para sobreviver. Nós temos comida e um local seguro, todos têm pelo menos algumas armas para carregar consigo. Talvez possamos ter algum tipo de NPC hostil ou uma horda de zumbis ambulantes, e deixem os zumbis destruírem portas e janelas, isso forçará os jogadores a lutarem pela própria vida. Então o jogo ficará mais vivo.
R.: Boas notícias nesse assunto. NPCs e missões estão todos planejados para aparecer. Bem como outros saldos de loot.

8) Confirmado, agora esse jogo é o PUBG com "tatons".
R.: O que diabos são "tattons"?.

9) No modo solo, o personagem antigo ainda funciona. Espero que nada tenha sido esquecido aqui?
R.: Wipes geralmente não tocam em arquivos salvos de um jogador, a menos que algo dê terrivelmente errado, mas esse é outro assunto.

10) Legal, depois da atualização "SCUM não pode carregar seu perfil. Por favor, verifique se a Steam está aberta e tente novamente". Alguém pode ajudar?
R.: Como sempre, verifique seus arquivos da Steam primeiro. Se isso não funcionar, tente ir para: C:\Users\\nome de usuário*\AppData\Local\SCUM e exclua a pasta de dados salva. Isso geralmente corrige a situação, mas infelizmente você perderá seu progresso do modo solo. O multijogador é seguro, pois é armazenado no servidor.*

11) E por "água" ele quer dizer xixi.
R.: Eu defendo o quinto.

12) Agora, uma pergunta para os devs. A opção de limpar roupas e panos sujos está na mesa para futura adição? Temos água, sabão, limpar a droga das roupas dos puppets e coloca-las para secar perto da fogueira enquanto bebo vodka e toco alguma música na área de baia.
Continuem com o bom trabalho.
R.: Eu censurei esta resposta um pouco, se você estiver interessado, o original ainda está lá para que você possa consultá-lo. A pergunta é boa, então aqui vamos nós: Sim, essa função sempre foi planejada.

13) Vocês realmente precisam adicionar "hambúrgueres bepis" senão, desinstalo.
R.: Escolha difícil.

14) Aqui vamos nós, nenhuma atualização, apenas correções.
R.: Alguém não leu o FAQ.

https://preview.redd.it/fhfx2hl979c31.png?width=3281&format=png&auto=webp&s=2d822ee0764da4b483be37f534123b118790ecf4
Isso é de nós por agora. Fique seguro lá fora. Sua bebida favorita, Bedämeister. _______________ ****Tradução sob revisão****
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2019.06.26 23:19 raijenki Me sinto totalmente incapaz por não conseguir terminar meu mestrado.

Sentem que o texto é longo.
De muitas formas, as pessoas podem falar que sou bem sucedido: tenho graduação em uma universidade federal (geofísica/UFRN), uma especialização pela FGV, sou concursado em uma empresa pública federal, tenho um ótimo salário, moro em um apartamento em um bairro legal em outra cidade que não a minha, uma linda namorada que me apoia por mais que minhas ideias sejam estúpidas e um cachorro que adoro. Mas me sinto infeliz e até medíocre no que faço, principalmente por causa que o serviço público está longe de ser o que eu almejava para minha carreira.
Eu luto contra tudo isso, mas simplesmente não posso "largar tudo" porque isso me traz tantas consequências a curto-prazo que não estou preparado sem ter um plano B. Fato é que, desde criança (de verdade, desde os 14 anos), tenho sonhado em fazer um PhD em Ciências da Computação* no exterior, apesar dos meus eventuais desvios de caminho. Minha graduação foi medíocre no seu melhor: minhas notas foram medianas (CR: 7), minhas ICs não geraram artigos (principalmente porque meus professores não tinham direcionamento claro do que queriam fazer, e eu era muito imaturo na época) e mesmo meu orientador da graduação não terminou em bons termos comigo (e eu sinto verdadeira vergonha por isso), mesmo tendo obtido 10 no meu trabalho de conclusão de curso. O mestrado na cidade em que moro era uma chance de mudar tudo isso.
Comecei o mestrado em Ciências da Computação na federal de onde atualmente moro. Inicialmente, foi como aluno especial: cursei disciplinas que eram em horários que meu trabalho (8 às 17) permitia cursar, então haviam dias em que eu estava tendo aula na sexta-feira das 18 às 21, ou bem cedo. Passei em todas com notas altas, como 8 ou 9. Eventualmente, quando não podia cursar mais como aluno especial, entrei como regular: fiz a prova do PGComp (lembrando que nunca tive instrução formal da área) e fiquei até acima da média nacional, mas o barema da seleção aplicava um penalizador muito alto para quem não era graduado em CC, e eu sequer conseguia passar da nota de corte mesmo tirando notas altíssimas nas outras etapas. Precisei tentar três vezes, escrever recursos nos processos seletivos, conversar com muita gente até que finalmente consegui passar em primeiro lugar, e conheci o meu orientador.
Eu vejo muita gente reclamando de seus orientadores. Minha amiga doutoranda aqui da empresa tem uma verdadeira relação abusiva com o orientador dela: ele xinga ela por telefone, ameaça parar de orientá-la ou simplesmente a ignora por meses a fio. Outros amigos mestrandos tem orientadores que não tem tempo para eles. O meu vai no sentido contrário: ele sempre estava lá para me acompanhar, trocávamos e-mails com frequência, ele sempre respondia rápido e as reuniões eram praticamente semanais - isso ao menos me motivava para continuar.
Meu projeto de mestrado era/é também uma coisa relativamente simples, mas até inovadora. Conheci professores da Universidade de Pittsburgh, dos Estados Unidos, e do Centro de Supercomputação de Barcelona. Tem um pesquisador da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega - ou seja, uma forma de atingir meu objetivo. Fora outras pessoas que fazíamos eventual contato, como um grupo de pesquisa da UFMG. As ferramentas que usávamos eram bem recentes. Enfim, do ponto de vista científico, o projeto de pesquisa é incrível.
Mas creio que por isso eu esteja tão infeliz. Em um determinado momento, a complexidade do projeto cresceu tanto que meu orientador sugeriu alunos de graduação (via IC) para me auxiliar. Tudo bem, não tenho experiência forte em programação, então é entendível, mas a medida que o tempo andava, parei de sentir que o projeto estava agregando algo para mim. Eventualmente, aquele caminho não estava dando certo e mudamos a abordagem de solução que fazíamos e fiquei sozinho novamente.
Terminei todas as disciplinas que necessitava - e até as que não são exclusivas da minha linha de pesquisa -, todas com boas notas. Fiz minha qualificação em outubro do ano passado, fui aprovado e sequer precisei corrigir meu texto. E foi aí que tudo degringolou: não consigo fazer mais nada desde então. Todos os dias, desde esse dia da qualificação, eu me sinto muito mal por não conseguir fazer nada do mestrado. Não me levem a mal, eu sei exatamente o que tenho que fazer, inclusive deixando em "pedras fundamentais", mas não consigo me fazer trabalhar nisso - faço até o trabalho do meu trabalho profissional (e acho muito mais divertido), mas minha mente sequer deixa eu analisar as linhas do código de meu projeto.
Eu me sinto mal, verdadeiramente mal. Meu orientador foi passar um tempo como professor visitante em Pittsburgh, e ele sempre manda e-mails perguntando como estou, se preciso de ajuda ou similar. Com o tempo, parei de respondê-lo: tenho autoconsciência de que preciso fazer, mas estou fugindo de mim mesmo - e sinto profunda vergonha disso. Ou da minha incapacidade. Ele também parou de me procurar, então assumi que ele pensa que, quando chegar a hora ou o prazo estiver muito apertado, devo procurá-lo.
Minha deadline para o mestrado é de pouco mais de 3 meses; e eu sei que mesmo que eu volte a fazer algo, não vou conseguir fazer algo verdadeiramente digno a tempo, então provavelmente vou ter que desistir desse investimento de quase quatro anos e isso verdadeiramente me corrói. Já pensei na possibilidade de ir a um psicólogo ou até um psiquiatra, mas não creio que seja o caso - já tive experiência com ambos, e não acho que eles possam me ajudar. Mas, nessa narrativa, também não consigo encontrar onde está meu problema.
É isso.
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2019.03.17 23:30 desabafo123 Como a dependência emocional afetou meu relacionamento

A ideia do meu post é compartilhar como meu relacionamento se desenvolveu e algumas situações que marcaram ele. Não é a intenção necessariamente obter aconselhamento de “o que devo fazer? ”, apesar de que estes serão bem-vindos assim como relato de vocês sobre situações semelhantes. O post é longo pois descreve alguns aspectos que considero importante na compreensão de como a dependência e carência emocional, neste caso unilateral, podem dominar uma relação. A conta é throwaway.
Tenho 27 anos e quase que “sempre namorei”, é assim que os que me conhecem me descrevem. Desde os 18 anos tive 4 namoradas que duraram de 1 a 3 anos. A cerca de 3 anos atrás tive meu maior período solteiro, 1 ano e alguns meses e fui genuinamente feliz nesta fase ainda que no fundo estava afim de encontrar aquela pessoa.
Eu tinha então 25 anos e em uma das muitas noites saindo com os amigos conheci ela, com então 18 anos. Percebi que era alguém que tinha vontade de sair mais vezes, e assim fizemos. Um encontro, depois outro, um final de semana juntos, conheceu meus amigos, inclui ela no meu grupo de amigos, conheceu minha família. Avançando alguns meses e descrevendo nosso namoro em velocidade cruzeiro: Nos víamos quarta à noite e no final de semana (de sexta à noite até domingo à noite), quando ela dormia em casa e passávamos 48h juntos.
O tempo que passávamos juntos presencialmente era praticamente perfeito, fazíamos muitas atividades juntos. Eu sempre procurava algo diferente para fazer, fosse algum passeio, alguma atividade, algum barzinho ou balada nova (adorávamos sair beber juntos, curtir, dançar, se pegar, voltar pra casa meio bêbado e continuar se pegando até dormir), e bastante viagens para o interior ou litoral, sempre ficando em algum hotel ou pousada aproveitando o dia e terminando com jantar romântico, fizemos cerca de 10 destas. Sexo muito bom e fazíamos muito.
Uma dinâmica diferente, porém, acontecia quando estávamos separados, cada um em sua casa. Ela se tornava emotiva, carente e por vezes isso parecia deixa-la ansiosa e ter atitudes grosseiras. Procurava razão nos detalhes para justificar que eu “não amava ela”, “não a tratava como prioridade” e era uma pessoa fria. Essa situação se agravou conforme passava os meses de relacionamento.
As razões que justificavam eu “não amar ela” eram por exemplo: demorar para ver e responder mensagem de whatsapp, esquecer de dar bom dia ou boa noite (o que acontecia se eu tinha uma manhã corrida ou dormia sem querer por estar cansado), eu não aceitar ter que reportar para ela diariamente com quais pessoas da empresa fui almoçar ou precisamente que horas havia saído do trabalho (dizia para ela que estava sendo controladora e possessiva, ela que o mínimo que espera de um namorado é que ele de satisfação).
Era comum, cerca de quase toda semana ela vir discutir por alguma situação desse tipo, dizer que passou o dia chorando, pensava em mim o dia todo e que eu estava nem aí. “Sinto como se eu não tivesse um namorado” ela dizia. Eu realmente havia estado nem aí só porque ela mandou uma mensagem bastante grosseira porque eu dei “bom dia” as 10:30 ao invés de as 9h. Eu pensava que era só um enorme drama por nada e não deixava isso abalar meu dia de trabalho, ela, no entanto passava o dia chorando e me ligava a noite dizendo como que eu poderia amá-la e simplesmente não se importar em quão mal ela estava.
Nossa rotina talvez venha a ser bastante relevante neste contexto. Eu trabalho de 10h a 12h por dia, meu trabalho é dinâmico e inclui reuniões diárias, internas e externas, relacionamento profissional com diversas pessoas e empresas. Moro sozinho fazem 2 anos e sou totalmente independente financeiramente sendo responsável pelo controle de gastos, alocação de investimentos e aperfeiçoamento profissional de forma a vir ganhar mais no futuro. Tenho um grupo de amigos próximos que nos encontramos toda semana. Por não morar mais com meus pais, costumo visita-los uma noite por semana. Também gosto de ter um pouco de tempo sozinho, fazendo outras atividades não produtivas. Ainda assim, se eu observar a semana como um bloco de várias horas, eliminar as horas que estou dormindo e no trabalho, eu passava 75% do tempo com ela, ajeitando nos 25% restantes todas estas outras atividades.
Ela faz faculdade de manhã e vai na academia a tarde, apenas isso. Sobre a faculdade vale ressaltar que quando a conheci no final de 2017 ela fazia um curso, em 2018 resolveu mudar para outro e em 2019 decidiu que faria outro, em uma área e faculdade diferente desta vez. No período de férias ela só vai na academia.
Ela não tinha amigos. Zero. Quando a conheci ela estava junto com uma amiga e pareciam bastante próximas. Em cerca de um mês ela se afastou desta amiga e desde então nunca ouvi dizer algo como “vou visitar fulana”, “fulana me convidou para jantar”, “vou no aniversário de fulano” etc. Não sei o nome de nenhum amigo dela porque nunca ouvi falar da existência de algum.
Até mesmo da família dela se afastou, eles eram uma equipe de esporte juntos e participavam de alguns campeonatos. Logo que nos conhecemos ela abiu mão de ir na próxima etapa e tiveram que a substituí-la. Ela inclusive não me dizia sobre alguns eventos que a família dela nos convidava, algum tempo depois eles começaram a me chamar diretamente e justificativa dela para não querer ir era que “o final de semana era nosso tempo de ficar juntos”.
Diante destas situações e mesmo envolvido no relacionamento percebia que algumas coisas não estavam certas. Minha atitude era motivá-la a sair, conhecer novas pessoas, buscar novos hobbies, buscar desenvolvimento acadêmico/profissional para no futuro ter um estágio legal, etc. Esta minha postura foi inclusive mal percebida. Segundo ela, enquanto ela estava lutando pelo casal, para ficar mais juntos, eu estava lutando para que ela achasse distrações e nos afastasse, e ainda, que a ausência de ciúmes da minha parte fazia parecer que eu não a amava.
A essa altura é possível se perguntar porque eu aguentava isso. O que acontecia é que eu dava pouca importância as crises e carências exageradas, me distraindo com as outras responsabilidades da vida. Ao mesmo tempo eu dava bastante importância ao tempo que passávamos juntos no final de semana, que era de bastante proximidade e atividades legais. Achava também que eu mantendo essa postura de não entregar atenção quando vinha com crises e grosserias, e incentivá-la para assumir novas responsabilidades na vida a situação tenderia a melhorar. Mas aconteceu justamente o contrário, e com o avançar da relação ela buscava justificativas ainda mais estranhas para dizer que eu “não amava ela”.
1 ano e meio de relação e ela pede para conversar, vem até minha casa e diz que quer terminar. As justificativas como pode imaginar são “eu nunca senti que você me ama”, “me sinto sozinha durante a semana e você parece não se importar”, “nunca ganhei flores ou presentes fora de época”, “você não posta fotos nossas ou declarações de amor públicas” e por fim “não posso mais perder tempo com alguém que não me ama, preciso estar com alguém que me ama de verdade”.
2 semanas depois estava postando fotos com outro cara. Declarações de “como sou feliz de conhecer alguém que me ame de verdade” e postando um buque de flores que havia ganhado dele.
Procurou inclusive uma amiga minha que eu apresentei a ela para dizer como estava feliz no novo namoro, como ele era perfeito e dava toda a atenção que eu não dava. Que ele assume ela (assumir no contexto dela é postar coisas em rede social). Que não sabia como aguentou tanto tempo se dedicando para uma pessoa que não a tratava como prioridade. Que o fato de eu não correr atrás dela após o término simbolizada a minha ausência de sentimento.
Já passou uns meses e estou bem resolvido com essa situação, sigo a vida normalmente. No entanto passei um bom tempo intrigado com o que aconteceu, pesquisando e refletindo. Hoje levo comigo a conclusão que o que ela experimentou não foi amor de verdade, certamente não um amor maduro e que direciona ambos para o crescimento pessoal e conjunto. Eu apenas supria a dependência e carência emocional dela.
Com o tempo ela precisou de doses ainda maiores de atenção para se sentir satisfeita e preencher o vazio que ela mesma criou, e na iminência de prejudicar outros aspectos da minha vida eu restringia a apenas o que eu citei, trocas de mensagens diárias e finais de semana incríveis, respeitando minha individualidade nos momentos que eu precisava. Bastou então surgir outra pessoa despejando atenção para fazer mais sentido sob o ponto de vista dela transferir o foco de atenção e carência para alguém que “a ama de verdade”.
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2019.03.14 19:50 Multi-Skin Me ajudem, eu só quero que alguém leia sobre minha vida, eu to cansado de não ter voz. (Eu digito toda semana aqui, mas sempre apago antes de postar)

Eu (22~33 M) sempre fui uma criança quieta, as outras debochavam de mim por eu ser alto demais e desengonçado (puberdade precoce). Por não ter dinheiro as outras crianças não queriam brincar com o garoto sem brinquedos legais.
Me apelidavam de bunda-mole por conta do meu corpo, foram centenas de dias que as crianças da vizinhança passavam na frente de casa e gritavam isso.
Meu pai nunca ligou, pra ele era tudo besteira, principalmente os jogos, quadrinhos e desenhos que eu via enquanto passei minha infância e adolescência sendo um pai pra minha irmã. Ela cresceu pra ser bem problemática, mas sei que fiz meu melhor como uma criança cuidando de uma criança. Cozinhei, penteei o cabelo dela, ajudei com os deveres, brinquei, limpei a casa, dei minha infância pra ela poder ter uma .
Eu acabei introvertido não por opção, isso me afeta até hoje, eu quero atenção, mas não quero atrapalhar ou sentir que alguém está incomodado.

-----Primeiro trauma-------
Aos 8 anos de idade meu pai me obrigou a fazer parte dos escoteiros, queria que eu fosse como as outras crianças, que brincasse mais com os outros, ele me olhava e falava de um jeito que me dava certeza que ele iria me bater se eu não fosse pra lá.
Foi lá, em um acampamento que acontecia longe da cidade uma vez por ano, que um rapaz mais velho (acho que 11 anos) ficou rindo e apontando pra mim enquanto eu tomava banho no final da tarde(o chefe dos escoteiros me obrigou assim como outros garotos).Eu demorei pra sair pois não queria que ninguém me visse, quando eu achei que estava sozinho ele jogou minhas roupas no lixo de fora e me trancou nesse banheiro. Ninguém veio me procurar até a hora da madrugada, foi quando um velho abriu a porta e abusou de mim. Quando amanheceu eu peguei minhas roupas do lixo e fui pra onde o grupo estava, ninguém sentiu minha falta.
Eu demorei quase 20 anos pra contar isso pra alguém, pois eu achava que meu pai ia me bater.
Meu pai ficou muito bravo e debochava de mim toda vez que me via vendo desenho, jogando games ou fazendo algo que não envolvia outras crianças, ele mesmo me chamava de bunda mole.
-----Meu pai sendo babaca pra variar----Uns meses depois eu estava com 9 anos e ele me colocou em aulas de natação, eu amava demais, meus antepassados todos tinham algum histórico com natação, eram medalhas de campeonatos ou eram marinheiros e isso me dava muito orgulho. Semanas depois eu estava a sair da piscina quando o mesmo rapaz dos escoteiros chegou até a beirada e ficou rindo de mim. Eu nunca mais voltei lá e nunca expliquei o por que. Meu pai teve um ataque cardíaco de tanto me xingar gritando.
Desse ponto em diante ele acostumou a me chamar de cavalo e chamar de merda tudo que eu fazia e ele não gostava.
Quando tinha 10 anos por problemas respiratórios (já fiz 3 cirurgias e meu sistema respiratório ainda consegue puxar apenas metade do ar que uma pessoa puxaria na respiração) e o doutor perguntou se eu praticava esportes, eu falei que gostava muito de andar de bicicleta, meu pai me cortou e debochando falou "esse daí? só se for pra exercitar os dedos no 'joguinho'". Essa fala dele tinha sido a mais carinhosa em meses, isso soou ainda mais doloroso pra mim.Anos se passaram e ele sempre falava isso pra todo mundo. Perguntavam como eu estava e ele respondia "só nos joguinhos", ignorando se a pessoa tinha perguntado das minhas notas, da saúde, da felicidade. Eu joguei ainda mais, não queria ficar nem perto da sala onde ele ficava vendo TV depois do trabalho.
-----Pai babaca, a saga continua---------
Passei um ano internado em um hospital que ficava em outra cidade pra tentarem identificar a razão e perigos do meu crescimento, eu tinha 11 anos, mas com corpo de adulto. Me lembro de chorar muito quando não recebi visitas no dia das crianças e vi apenas minha mãe no meu aniversário. Meus pais trabalhavam demais pra nos sustentar, eu sempre apreciei isso.

Com 11~13 anos comecei a me soltar de novo, minha irmã me convidou num dia qualquer pra sair um pouco da frente do PC pra andarmos de bicicleta. Eu deixei um jogo baixando, era Pokemon Sapphire pra gameboy advanced, e fomos pedalar.Foi bem divertido, mas depois de algumas voltas a chave de casa estava caindo do meu bolso, no que eu fui segurar a minha bermuda engatou na bicicleta e eu rolei morro abaixo, batendo com a nuca no meio fio. Minha irmã foi chamar meus pais, eu estava sentado, sem falar nada, com uma camisa totalmente vermelha, já que o sangue tinha coberto cada pedaço da camisa branca que eu usava.
Até hoje eu não tenho memória disso, mas me falaram que eu entrei no carro do meu pai e fomos até o hospital, falei normalmente e tudo mais.Minha memória tinha ficado muito bagunçada por conta do corte e da pancada que por poucos centímetros não tinha pego o cerebelo.Felizmente não sentia dor, mas não me lembrava dos rostos de ninguém, era algo que demorou um mês pra normalizar, fiquei internado por uma semana, meu pai não acreditava nisso e só falou"Se você tá com problema de memória, qual o jogo que você deixou baixando?"Eu respondi corretamente e ele assinou os papéis pra sairmos de lá.

-----Minha liberdade e minha mãe---------

Eu me fechei ainda mais e passei o tempo estudando e jogando, recebi vários prêmios de aluno exemplar durante todo o período escolar.
Em paralelo minha mãe que era meu exemplo de vida, uma pessoa certa, calma, gentil, um ser humano divino.
Com 16 anos saí de casa pra estudar em uma federal, eu sentia nojo de receber ajuda dele, mas pelo menos tinha minha liberdade. Minha mãe era muito preocupada e me ajudou muito a encontrar um lugar perfeito, um lugar meu.Eu senti o gosto da vida pela primeira vez, consegui uma namorada e perdi o foco na faculdade, minhas notas foram péssimas.
Meu pai me ligava frequentemente pra cobrar o acesso ao sistema de notas, me xingava pelas notas baixas.Ela percebeu e começou a falar que eu precisava estudar pra ir junto com ela fazer intercâmbio. Eu me esforcei ao máximo, estava melhorando aos poucos.
-------Segundo trauma e depressão--------
Resolvi trazer ela pra conhecer meus pais. Meu pai a odiou por ela ser um pouco acima do peso. Grampeou todo o computador dela e pegou fotos de outro cara que ela me traia quando ia visitar a família dela, nada NSFW, só ele sem camisa. Ele não a afrontou, mas me mostrou tudo. Eu não acreditei, falava que era só amigo. Ele chegou ao ponto de mostrar a gravação de áudio que tinha feito escondido com um gravador de nós dois transando, falando que ela só falava que me amava mais que tudo quando estávamos transando.
Essa coisa toda me deixou enojado e voltei imediatamente pra faculdade. Lá contei tudo pra ela, que ameaçou processar meu pai por invasão de privacidade. Depois de muita conversa continuamos juntos.
Eu peguei um voo que custava o valor que eu tinha pra comida do mês, só pra poder fazer uma surpresa de aniversário pra ela. Fui bem recebido, passei uns dias na casa do irmão dela.
Depois de um tempo ela se abriu pra mim e falou que não só me traiu, mas como também desde pequena transava com o próprio irmão e o cachorro dele. Eu duvidei, mas ela me mostrou mensagens e fotos, vomitei na hora, sujei todo o chão, só me lembro dela atravessando a rua uns minutos depois e falando que estava com medo, eu estava em fúria não só por ela, mas por tudo que já passei.
Eu não sei o que deu em mim, algo quebrou dentro da minha cabeça, sentia vontade de me lavar, me sentia sujo, não aguentava mais se fuder a esse nível, ao mesmo tempo não sentia nada.
Desenvolvi depressão profunda, a linhagem da minha mãe tem tendências a depressão extrema, mas era tão profunda que passou do ponto de querer se matar, eu só vivia, não sentia mais nada. Pra piorar comecei a ter ataques de pânico constantes.

---------------Felicidade a caminho---------

Anos passaram, e através de um post sobre coisas geek no facebook encontrei a garota perfeita, ela morava na cidade vizinha, ficamos noivos mesmo depois que eu me mudei de volta pra minha cidade natal pra tentar fazer outro curso. Ela não veio junto e não me traía, era pura demais, acredito até que tinha síndrome de Peter pan, o mundo era muito fantasioso pra ela. Ela vivia como uma adolescente na casa dos pais, nunca saía de noite, não gostava de festa ou bebida. Eu chegava a incentivar ela a tentar sair com outra pessoa, pois não achava justo que ela ficasse ligada a mim com toda essa distância. Ela sempre disse não a isso, sempre falávamos por video depois do trabalho e antes de dormir (ela trabalhava até tarde em um shopping longe da cidade).
--------Terceiro trauma---------
Ela me deu muito apoio mesmo quando minha mãe me contou o motivo de estar cada dia mais estranha, ela se dopava de remédios por ter depressão e ter traído meu pai com um cara que passou aids.Meu chão caiu, a única pessoa que eu ainda confiava cegamente não só como amiga, mas como exemplo a seguir, traiu a confiança do meu pai. Ele que era um animal deu todo apoio e sempre se manteve no lado dela. A situação de virtudes, valores e ações tinha se invertido, meu pai era quem tinha feito o certo. Isso nunca me desceu a garganta, mas foi a última gota pra eu entender que todo mundo é humano, comete erros, sem exceção.Foi nessa época que eu tive que aprender que não podia deixar minha mãe sozinha, foram várias tentativas de suicídio.

-----------Ato final, nada muda---------
Eu mesmo cometi um erro e me envolvi com outra pessoa sem contar pra minha noiva, ela sabia que eu precisava de muita atenção e ela propôs um relacionamento a três, deu muito certo e durou uns 2 anos.
Nos separamos no aniversário de namoro apesar de ter certeza que ela era a pessoa da minha vida, eu cometi o erro de cobrar demais dela, exigir visitas mais e mais constantes, estava me tornando chato e forçando ela a se mudar, abandonar a família que vivia em outro estado.

Não senti que era certo continuar com a terceira pessoa, pois as coisas só lembrariam de como era antes, eu me enterrei no trabalho e quando chegava em casa me dopava pra dormir.
Como minha irmã era grossa e não tinha muito papo comigo, minha mãe estava sempre dopada de remédios, cheguei pro meu pai e desabafei
"Pai, já vi minha mãe tentar se matar 5 vezes, na última eu ainda estava com a minha ex, mas estava depressivo, eu não sentia nada, eu vi minha mãe sangrando pelos pulsos, chamei uma ambulância e fui comer um sanduíche.Agora não estou com a pessoa que mais me apoiou na vida eu não consigo nem mesmo passar um segundo fazendo o que eu gosto.
Não consigo ler, não consigo ver filmes, não consigo nem jogar. Eu adoro meus jogos.
Eu só estou muito cansado da vida, não tenho propósito, eu só queria ter paz e ser amado por quem eu sou. Eu sei que tem coisas que são reflexo do que eu faço, mas tem coisas horríveis que acontecem comigo desde pequeno e eu não posso fazer nada pra evitar isso."A resposta dele foi "que bom, te falei que essa coisa de joguinho era só passageira".
Liguei o carro e saí.

...
Agora estou namorando alguém que a carreira gira em torno do social, odeia qualquer coisa geek.
Pra ela tudo que eu falo é drama, tudo que eu sinto é bobeira, tudo que eu preciso é fútil.É tóxico, mas eu preciso disso pra ficar com o pé no chão e não me deixar ser arrastado pela depressão, eu prefiro fazer de conta que tudo isso não é nada do que ficar me remoendo todo dia.
Ainda sim eu fico muito triste de perder o sabor das coisas que me faziam feliz.

Só minha mãe, em um momento de lucidez, ficou sabendo dessa história, toda semana eu digito de novo aqui e sempre apago tudo antes de postar.
EDIT:Obrigado pelos comentários dando forças, eu realmente precisava disso.Atualmente estou com a depressão bem controlada, mas precisava demais matar esse silêncio.Outro dado é que meu pai tem idade pra ser meu avô, por isso não sinto raiva, só fico indignado com pensamentos tão brutais.
Minha família é minúscula, não tenho tios ou avós vivos, isso gera mais ansiedade e stress quanto ao futuro, pois não tenho como dar suporte financeiro ou presencial suficiente pra minha mãe, pai, ou irmã caso aconteça algo com eles.
Eu ainda tenho dificuldade em ver que todos são humanos e que não posso ficar com medo das coisas ruins acontecerem.O pensamento de fracasso ou vergonha me aterroriza por conta de ter sido moldado na base de confiar em algo, acabar sofrendo e ainda por cima ser humilhado por estar sofrendo.
Por anos eu me cortava na parte interna das coxas pra ninguém ver, eu não queria chamar atenção, eu não queria morrer, eu queria me punir por não conseguir fazer as coisas melhorarem.
Até pouco tempo eu me socava e batia até quase desmaiar, não pelo mesmo motivo, mas por não conseguir ter voz e permitir que os outros fizessem o que quiserem comigo.
Atualmente ainda jogo alguns jogos, músicas, leio livros , mas aquele pensamento de "você tá jogando essa merda, seu cavalo" fica sempre preso.
Também estou sofrendo pra terminar a faculdade, mas aos poucos vou melhorando esse aspecto da vida também.
Infelizmente não tenho como pagar por tantas consultas de um/uma psicó[email protected] quanto eu preciso, ano passado uma profissional me ajudou muito a lidar com tudo isso, não dói tanto quanto antes, mas é difícil deixar tudo no passado.


EDIT2:Vi que alguns estavam achando falso demais a parte do irmão e tal, vou colar a minha resposta aqui
Eu queria que fosse, isso estragou minha libido por um ano inteiro.
Eu demorei pra ligar os pontos, mas pelo que deu pra sacar a mãe dela era prostituta e ela teve influências fortes.
A sexualidade aflorou de forma errada.Ela contou que o lance do cachorro não era constante, mas o irmão era desde quando eles tinham 10 anos, coisa doentia de cidade de interior. O pai expulsou ela de casa por um tempo quando ela era adolescente depois de flagrar os dois.
EDIT: Agora lembrei que tenho certeza que foi o fato dela falar um pouco da mãe dela pro meu pai que desencadeou o pensamento de "essa deve ter puxado a mãe" no meu pai e causado toda essa investigação dele.
Meu pai trabalhava na área de informática assim como eu trabalho hoje em dia (eu fui fazer federal pra tentar fugir desse ramo só pra não ter nada a ver com meu pai, mas dá pra ver que não deu certo), ele manjava bastante de computador.
Quando eu tinha uns 14 anos, moleque, pesquisei uns vídeos de BDSM no xvideos, no dia seguinte ele me puxou pra conversar sobre as mulheres não serem objetos e muitas vezes não concordarem com os desejos sexuais.

Eu deixei de boa, deu uma semana e eu vi outro vídeo desse, ele de novo me chamou pra ter uma conversa desse tipo.Não cometi o erro de novo, virei o PC até achar o keylog que ele tinha colocado, criei outro usuário (eu não ia ser burro de tirar o keylog pra depois ter que me explicar pra ele).

E não é que o cara tinha aqueles bypass de senha que você dá boot...

Não é a toa que eu aprendi pra caramba com ele, nessa parte de computador meu velho era fera e eu devo muito a ele.
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2019.01.05 02:47 Knight_Andre Amadurecimento pessoal

Tenho 29 anos, recém formado na minha segunda faculdade (Análise e Desenvolvimento de Sistemas), trabalho numa empresa que sinto orgulho de estar. 2018 foi um ano de muito aprendizado em várias áreas da minha vida, e uma delas foi no relacionamento... Eu tive uma ficada com minha melhor amiga que foi morar fora e isso gerou um problema pra mim, uma vez que eu me apaixonei por ela e queria algo mais e não pude ter por causa da distância, em meu sofrimento por ver ela longe e feliz acabei me ocupando com meu trabalho e assim fui aos poucos me desapegando dessa paixão e melhorando como pessoa. Com a chegada de fim de ano, percebi que conquistei muitas coisas que queria e que nem sabia que queria, mas uma ficou pra atrás, o amor. Sinto falta de ter uma namorada que eu possa sair, viajar, que se interesse pelas minhas coisas e que eu possa fazer feliz e ter uma família um dia. Às vezes acho que esse tempo passou e eu não vou achar alguém que seja a pessoa certa pra mim ou que vou ser solteiro pra sempre... Queria encontrar uma guria pra começar devagar como amigos e ir nos conhecendo ao ponto de os dois quererem ficar juntos, mas acho que é impossível isso.
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2018.10.31 16:28 haskellmeplease Como fazer amigos em Lisboa sendo um trabalhador remoto?

Boas caros amigos,
Sou programador e comecei recentemente a trabalhar remote a tempo inteiro. Vou mudar-me para Lisboa nos próximos dias (também vou ao Web Summit!).
A minha namorada vive em Lisboa e já conheci uma parte da cidade com ela e conheci os amigos dela.
No entanto, não tive oportunidade de fazer amigos com os mesmos interesses que eu, ou que trabalhem na mesma área, e sinceramente não sei bem como fazê-lo.
Se estivesse a trabalhar numa empresa seria fácil começar a falar com colegas, mas sendo trabalhador remoto numa biblioteca, starbucks, ou my Auchan, é mais complicado meter-me a falar com pessoal sem parecer estranho.
Como posso conhecer gente sem entrar pelas empresas de software adentro (menos as consultoras) e começar a tirar fotos ao pessoal para fazer face recognition no facebook?
Acho que um plano mais ou menos seria andar na diagonal e ir a encontros ou eventos que sejam gostos comuns entre pessoas da minha área. Já quero experimentar dungeons and dragons há algum tempo :D
Obrigado por qualquer sugestão! Vemo-nos em Lisboa :)
(se conseguirem encontrar um sítio para ficar e ainda ter o que comer)
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2018.02.16 01:56 antoniobrasileiro Sem direção...Fui traído.

Senta que la vai textão: Faz 10 anos que estou casado com minha esposa. Temos um filho de 10, namoramos pouco tempo, ela ainda era virgem, e eu já tinha vivido outros relacionamentos, (temos uma diferença de 7 anos). Quando descobrimos que ela estava gestante resolvi que casaríamos, confesso que logo no início eu apenas gostava dela, mas sabia que ela era uma pessoa boa de coração, eu já estava cansado de badalação, queria encontrar alguém pra compartilhar uma vida. Então conversamos, disse que estava disposto a casar com ela, e ela aceitou. No início foi muito difícil a convivência, pois sou um cara que gosta das coisas certas, às vezes até demais. Ela cresceu vendo sua mãe ser auto suficiente, de maneira que quando pedia pra fazer algo diferente, de outra maneira, ela achava que eu queria mandar nela, botar ordem. Nunca foi minha intenção, eu apenas queria orientá-la para que as coisas não dessem errado. A família dela é bem humilde, isso nunca foi problema pra mim, porém ela acha que minha mãe não queria que casasse com ela, acha que minha mãe sempre fala algo pra tentar machucá-la, e sinceramente tenho certeza que não é isso. Mas enfim, a questão é que vira e mexe acabamos tendo brigas por conta disso, e o mais engraçado é que a briga é por causa da minha família, que ela começa por conta desses achismos, às vezes porque acha que a madrinha do nosso filho (minha irmã) está mimando demais ele, dando muito presente fazendo as vontades. Graças a Deus as brigas que eram por nós mesmos diminuíram bastante. Eu nunca a proibi de nada, mesmo! Eu sempre a deixei fazer e comprar oque ela queria . Temos uma vida confortável, meu trabalho apesar de ser necessário que esteja constantemente viajando remunera bem, com isso ela nunca precisou trabalhar. Mas ela não é dondoca, de só ficar em casa sem fazer nada, ela me ajuda muito cuidando da casa, e agora tomando conta do negócio que montamos (guardando dinheiro) quando estou fora. Depois que nosso filho fez dois anos ela quis fazer faculdade de educação física, eu dei o maior apoio pra ela. Lá no fundo eu sabia que a desgraça viria deste curso, eu nunca disse isso a ela. Enquanto ela estava fazendo o curso eu nunca desconfiei de nada, com exceção de uma vez que ela disse que ia pra faculdade, aconteceu um imprevisto e tive que ir lá pegar ela. O campus da faculdade é bem grande, eu sabia quais eram as salas que ela tinha aula, mesmo assim eu não a encontrei. Liguei várias vezes o telefone só chamou, quando eu já estava voltando pra casa, ela me ligou, disse que estava na parada de ônibus próximo. Perguntei onde ela estava, ela disse que estava no laboratório, e eu realmente não tinha ido lá, já que não sabia onde ficava. Em 2015 sofri muita pressão no meu trabalho, pois minha empresa estava prestes a perder um importante contrato, e além disso tinha conseguido uma vaga muito difícil em curso que me possibilitaria ascender em minha carreira. Como a instabilidade na minha empresa estava crescendo, isso significava que teria que arcar com todas as despesas sem trabalhar durante 6 meses. Pra completar o cenário, a crise veio com força, e começou a surgir histórias de que o curso seria cancelado. Fiquei uma pilha de nervos, pois ficaria desempregado, não faria o curso e sem perspectiva nenhuma de emprego, pois na função que estava não apareciam vagas. Confesso que nem eu estava me suportando às vezes, eu transferi um pouco dessa pressão pra ela. No final de 2015 fui demitido, e no início de 2016 saiu a resposta que eu mais esperava, o curso seria realizado! Fiquei um pouco aliviado, mas a crise se aprofundou na minha área, e as vagas que apareciam para posições superiores também minguaram. O curso seria realizado em uma cidade onde conheci minha primeira namorada, porém, ela já não vivia mais lá, morava em uma cidade no mesmo estado porém a várias horas de distância. Além disso já não gostava dela há muito tempo, eu estava casado e minha ex namorando. Nessa cidade ainda moram muitos amigos meus de faculdade, que não os via fazia tanto tempo. Foi natural que eles me convidassem pra ir assar uma carne e tomar cerveja, sair pra um barzinho, e ir uma vez em um show. De uma vez que sai com meus amigos, passei bastante tempo com eles, meu telefone descarregou. No outro dia ela me ligou dizendo que eu tinha ido me encontrar com a ex. Durante o curso todo ela achou que eu estava fazendo coisa errada...Sinceramente depois do que descobri, queria ter feito. A verdade é que depois que casei com ela, nunca estive com outra mulher, nem mesmo beijei outra mulher. Acho que ela não acredita nisso… Durante o tempo que estava realizando o curso apareceu a oportunidade de montarmos o negócio que estamos tocando. Não tinha como eu tocar a obra de outra cidade, então ela ficou encarregada disso, com meu auxílio pelo telefone. Tivemos muitas brigas por causa das obras, porque muitas vezes ela queria fazer do jeito que ela achava, e muitas vezes errado, sendo que eu explicava tudo pra ela como deveria ser feito pra não ter desperdícios, pra não estourar nosso orçamento e nem atrasar as obras. No final das contas inauguramos nosso empreendimento, e está indo muito bem obrigado. Sempre foi meu sonho poder um dia largar meu trabalho e poder trabalhar perto dela e do meu filho, ter uma vida estável sem precisar me ausentar. A empresa inaugurou em outubro de 2016, atrasou um pouco, mas sem maiores consequências. Nesse meio tempo o curso já havia terminado, e eu estava empregado novamente na posição que o curso me proporcionou. Gente, vocês não têm noção de como eu fiquei mais leve, relaxado, aquele peso todo que sentia estava finalmente saindo das minhas costas. Algumas brigas ainda existem por conta do negócio, mas normal, nada sério, nessa parte sabemos que os assuntos do negócio têm que permanecer lá depois que fechamos as portas no final do dia. O ano de 2017 veio de uma forma muito boa, pelo menos pra mim. Teve uma vez que nos desentendemos feio. Foi ela que começou a puxar assunto sobre minha irmã, aquela mesma história que já falei, ela achar que a madrinha denga muito o sobrinho. Nesse dia senti que ela estava arrumando um pretexto pra arrumar confusão comigo, passou uma duas horas falando, e queria que eu ligasse pra minha irmã pra reclamar sobre o assunto. Não fiz, até porque era ela que estava incomodada com a situação, e além disso o filho não é só meu. Às vezes temos algumas brigas sérias por conta do nosso filho, porque ela muitas vezes espera que eu o corrija...Costumo dizer que ela só quer os momentos bons com ele...Acredito ser verdade, pois muitas vezes quando ele está fazendo mal criação, ela grita de lá: “olha marido oque teu filho tá fazendo”. Caramba, isso me dá nos nervos, quando o filhote faz isso comigo não espero por ela. Eu o corrijo na mesma hora. E ela muitas vezes não faz, ou me chama pra dar bronca. Agora nem vou mais, só faço falar: “Te vira! É teu filho também”. Antes de tudo quero que ele cresça um homem íntegro, respeitador e honesto. Aí veio agosto de 2017, meu mundo veio a baixo. A felicidade que sentia, quando estava em casa com eles, minha esposa e filho, ao vê-los correndo pela casa, quando eu estava brincando com eles na cama de fazer cócegas era muito grande. Eu dizia só pra mim: “Obrigado meu Deus por me dar tanta felicidade”. Se no início eu apenas gostava dela, naquele momento eu a amava demais. Tudo isso acabou! Descobri que ela estava me traindo com um ex professor da faculdade. E pra completar ele mora na rua de trás de casa. No início ela tentou negar tudo, dizendo que era invenção da minha cabeça. Mas eu tinha provas, e contra provas não há argumentos. Ela tentou esconder quem era a pessoa no início, tentou dizer que saiu só aquela vez que descobri...Mas aos poucos, por conta própria, descobri que ela já vinha saindo com o cara desde 2015, lembra da pressão que estava sofrendo? Pois é, e essa história toda de estarmos sofrendo pressão, foi oque ela diz ter causado a traição. Quando estive fazendo o curso, ela saiu várias vezes com ele, e depois me alegou que era porque achava que estava saindo com minha ex. Em maio de 2017 foi a última vez que ela diz ter saído com ele. Aqui eu preciso fazer um parêntese: Mais ou menos em 2013, não lembro bem a data, sério, a ex entrou em contato comigo, ai acabou que fizemos várias chamadas pelo skype, e ficamos nus um para outro. Rolou masturbação, confesso. Mas parou aí. Nunca mais encontrei com ela, e depois disso também não falei mais com ela. Logo depois que aconteceu as chamadas de skype, me arrependi muito, não é uma coisa que sinto orgulho. Mas também até eu descobrir a traição da minha esposa, eu ainda não tinha contado pra ela oque havia ocorrido. Ou seja, teoricamente, ela não teria motivos reais pra me trair, porque ela nem desconfiava. Brigamos muito, xingamos um ao outro. Eu chorei muito, ela também. Ela diz que sempre me amou, nunca deixou de gostar de mim. Que acha que foram coisas que deveria ter feito enquanto era solteira. Estamos juntos, ainda gosto muito dela...Tenho medo de perder minha família… Mas fico muito receoso de quebrar a cara novamente. Às vezes sinto que fui duplamente sacaneado por ela, porque se eu quiser me separar dela, terei que abrir mão também do meu sonho, de trabalhar perto de casa. Não existe um dia que não pense no que ela fez, no que ela pode ter feito com o cara. Me sinto muito humilhado. Estamos junto, mas por enquanto não consigo me ver novamente com ela como antes, os dois velhinhos… Ela toda curvadinha e eu segurando ela pelo braço...Cara é foda! Que vontade de chorar! Sinto meu orgulho ferido...Eu posso não ser o melhor homem do mundo, mas também sei que não merecia isso, sei que a opção de fazer foi totalmente dela, independente das pressões, brigas e dificuldades que tenhamos passado. Eu fiz uma viagem com ela agora para um destino romântico, foi legal...Mas...Depois disso tudo sempre tem o “mas”. Essa semana briguei feio com ela novamente, não estou em casa, estou trabalhando…Sinceramente não sei oque fazer. Já tentamos psicóloga, mas acho que não adiantou muito não. A verdade é que às vezes queria machucá-la, fazê-la sentir oque eu sinto às vezes. Essa semana instalei tinder e esses outros app, queria me sentir valorizado. Às vezes me vejo fazendo e dizendo coisas pra ela só pra ver se ainda gosta de mim. Me sinto ridículo quando percebo. Teve ocasiões em que até pensei em inventar pra ela que estive com a ex. Agora estou pensando em fazer uma viagem sozinho, pra um lugar bem distante quando sair do trabalho. Penso que preciso de um tempo só comigo mesmo. Queria opiniões e maneiras de pensar de pessoas que não façam parte do meu convívio. Por isso postei aqui.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.05.02 23:00 ichand Amigo meu tá me enchendo o saco para ser revendedor de uma marca, como eu me livro disso?

Então, background rápido.
Estou no 7º período da faculdade, já estagiei por alguns anos e agora estou me preparando para fazer um intercambio no exterior. Atualmente me divido entre trabalho/faculdade.
Um amigo que era bem próximo de mim da época de colégio veio me mandar mensagem nessas ultimas semanas.
Esse amigo era bem próximo de mim, a gente sempre andava junto e até íamos ao Maracanã juntos. Eventualmente ele foi aprovado para uma instituição de ensino militar (bem conceituada) e saiu do colégio para morar em outra cidade, no ano seguinte eu também sai do colégio para ir pra faculdade e etc. Ele não era meu "melhor" amigo, a gente nunca teve muuita coisa em comum, a gente só se dava bem e ele sempre me ajudava a estudar, era uma pessoa que eu tinha enorme consideração, ele é inteligentissimo nas exatas e sempre tirava 10 em física, matemática e afins, não importa quão difíceis eram.
Não via ele faz uns 2 anos, provavelmente desde o ultimo aniversário de alguém da época da escola... Ele está num grupo de whatsapp dos amigos do colégio mas ele raramente fala até porque ele é da marinha e fica muito tempo embarcado/viajando/cumprindo serviço e tem acesso restrito ao "mundo exterior".
Me ligou semana passada para perguntar como eu tava e perguntou se eu não tava interessado em ganhar "uma renda extra", "ter mais tempo" e aquelas coisas... Falou que tinha uma parada muito bacana que queria que eu conhecesse e perguntou se a gente não podia se encontrar, já que ele tava no Rio. Marcamos o dia e me encontrei com ele. Não sabia o que esperar, imaginei que talvez ele quisesse minha ajuda para alguma ideia que ele teve, afinal ele é praticamente um engenheiro e eu praticamente um advogado...
Ai no nosso encontro falamos sobre a vida e colocamos os assuntos em dia. Aí ele começou, "deixa eu te mostrar o motivo do nosso encontro, vou te apresentar a empresa que estou trabalhando". Daí ele pega o notebook dele e me mostra uma apresentação de slides bem tosca daquela empresa "hinode" e vai narrando pra mim. Os slides são aquelas paradas bem utópicas. Começando com os produtos que a empresa vende e continuando com "as formas de fazer muito dinheiro revendendo nossos produtos". Depois de mostrar os produtos os slides mostram fotos de Ferraris, Lamborghinis, Viagens pro exterior, cruzeiros... tudo com no contexto de que "você alcançando esse nível de vendas pode escolher entre esses prêmios". Aquelas paradas bem toscas para iludir as pessoas a venderem os produtos com a desculpa de que "vendem por si só". Os olhos deles brilhavam de ilusão.
Mas não para por aí, para avançar no seu ranking de vendedor da empresa você precisa chamar gente pra dentro, com o slogan de "monte sua equipe e fature ainda mais para cada pessoa que você chamar pra revender nossos produtos". Tudo isso no que eles chamam de "marketing multinivel". A apresentação termina com os donos da empresa estampando capas de revistas com a cara photoshoppada sentados numa lamborghini.
Do início ao fim da longa apresentação dos 42 slides meu amigo ficava repetindo um discurso pronto que parece ter decorado daquelas baboseiras de "Você pode ter mais tempo livre para cuidar da sua família e praticar seus hobbies", "A nossa empresa não é como qualquer outra, é uma empresa familiar e atenciosa". [obs: ele não trabalha formalmente para empresa, a unica relação que ele tem com ela é a partir de um cadastro online que você faz e começa a receberetirar os produtos nas filiais]
Não tenho a menor vontade de ser revendedor de cosméticos/perfume e afins. Não é minha praia ficar pertubando grupos de whatsapp oferecendo esses produtos. Sou estudante de Direito, amo essa área e trabalho de seg a sáb.
Meu amigo terminou a apresentação com "O que te impede de revender esses produtos hoje? Posso te cadastrar para você começar a ganhar dinheiro?"
Ele é meio cabeça-oca, um amigo dele fez essa lavagem na cabeça dele e ele tá repassando.
Dei uma desculpa meia boca para sair do nosso encontro, ele ainda queria me levar para outro lugar conhecer onde ficava uma filial da empresa etc, agora fica mandando mensagem para mim perguntando se ele pode me cadastrar e me chamando para os eventos que a empresa ta realizando, fica também perguntando se eu ja apresentei a empresa pra minha namorada ou pra alguem da minha familia... chegou até a me mandar um vídeo de um evento que ele foi sendo a parada totalmente pão e circo com aquelas apresentações espalhafatosas com palco, iluminação e discursos motivacionais/empreendedores sensacionalistas de ganhar muito dinheiro etc.
Gosto muito do cara, mas ele sempre foi meio cabeça-oca para tudo que não é matemática/física. Falei educadamente que atualmente to meio sem tempo e a resposta foi exatamente essa:
"Mas você não gostaria de utilizar o seu tempo ocioso, o tempo que você fica a toa, em um negócio que dê uma fonte de renda extra?"
CA-RA-LHO. Que saco.
Se mandarem mensagem pra voce perguntando se querem ganhar uma renda extra então já sabem...
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2017.02.18 00:18 Drumans JUSTIÇA no mundo do trabalho

Olá pessoal,
Estive hoje a dialogar com familiares sobre a minha situação e reflexão com base na experiencia que tenho a nivel de trabalho. INTOPIC- tenho 25 anos
Estou a acabar a licenciatura de Engenharia de Informatica, enquanto tirei um estágio. Ora não me renovaram o estágio ou o contrato. Não me quero gabar de que fiz um bom trabalho mas olhem....eu realmente tou orgulhoso pelo trabalho que fiz e mesmo como estagiário ainda recebi 2 prémios pelo meu empenho e tive a carga de trabalho e mesmas responsabilidades de uma pessoa não-estagiaria. Deram-me bastante responsabilidade porque viram que eu tava imparavel e depois no fim pimba. Rua.
Embora os fatores não sejam visiveis, havia muita gente que falava mal de mim nas costas e tinham um vocabulário tão aperfeiçoado no lado da mentira, meu deus, se houvesse um guiness para ver quem faz bom teatro conheci la bastante gente que está candidato a recordes mundais. Eu mesmo defendendo-me, nao tenho o poder suficiente. Ao final do dia era um estagiário e o chefe mesmo no fundo vendo que eu tinha razão, ele protegia em primeiro os superiores a mim.
Eu não sou muito social, gosto de estar atento ao meu trabalho e adoro o que faço. Eu trabalho no computador, alguns trabalham falando e dando graxa investindo menos tempo no trabalho real em si. Quero ao final do dia sentir que o esforço que puz no que faço reflete para o bem da empresa e dos restantes, ou seja justiça.
A minha resposta é NÃO. É possivel ainda mesmo nos dias de hoje (embora ja mais dificilmente) um empresa subir com base na competencia dos seus empresários e CHEFES. Há muitas mini-empresas de pessoal que sai de empresas maiores para formarem empresas mais pequenas e filtradas mas estas pequenas, com pessoal honesto e trabalhador.
Minha resposta é um 80% SIM. 20% devido aos antepassados de familias muito poderosas e ocultas. Quanto ao sim, a incompetencia (voluntaria ou involuntaria) a longo prazo traz sempre estragos na minha opinião
Não sei...Pelo menos para tentar corrigir em conjunto ou pelo menos inventarem alguma lei inovadora para todos (tal como o direito do Homem) que tente de alguma forma combater este problema. De qualquer das formas eu preferia mais o lado do Publico e o Privado unirem-se ou pelo menos chegarem a consensos, porque segundo o que penso: Poderá existir mau sem bem? Poderá existir luz sem escuridão?) O que e quem é Bom ou Mau? Ao final do dia somos todos humanos e precisamo-nos todos uns dos outros. Mas não será que a honestidade deveria ser mais valorizada?
Será as cunhas o factor pelo qual a maioria das empresas se encontram-se assim? minha resposta é TALVEZ SIM TALVEZ NÃO. Não acredito que atualmente as cunhas sejam a principal razão das empresas estarem tão sujas, mas sou um pouco mais a favor de que na área de Recursos Humanos e afins, fizessem acompanhamentos melhores de forma a saberem a Qualidade das pessoas. Creio que a área de recursos humanos é extremamente importante e mesmo sendo cunha ou não cunha deveria haver processos de mais responsabilidade ENTRE os recursos humanos e restantes áreas que garantissem que os mais honestos ficassem. Outro fator é pelo facto desse sistema estar tao abusado, que mesmo os honestos têm de recorrer ao mesmo. Nunca trabalhei numa empresa Publica, por isso não sei por ai. Estará ao dispor de alguem que queira partilhar nos comentarios!
Será que na altura rendeu bastante a Adesão de Portugal a UE? (so estou a perguntar sobre a Adesão, tenham atenção quando for ao responder.). Eu era bastante novo na altura, posso não dar nesta pergunta uma resposta forte, mas Sentia que portugal até estava bem nos anos 90's. Creio que a adesão foi mais uma especie de Arca de Noé pois quem saiba os proprios lideres da UE ou America, estavam já planear "Crashar" a economia. Se AGORA vale a pena estar na UE. opa..obvio que vale a pena. Mas será os beneficios e o esforço da UE suficiente?
Este assunto para mim é bastante importante encontrar uma solução porque tem bastantes efeitos colaterais. Afeta na Educação, na Cultura, em tudo e a longo prazo! Quero ver o meu pais crescer forte como era antigamente. Quero o meu verdadeiro Portugal com a força que tinha antigamente! Portugal que descobriu milhares de terras e conquistou muitas outras. Um pais pequeno no mapa mas que fez bastante (de bem e de mal). Mas sinto que ha espaço para mais Bem. Estarei pronto para comentarios a meu favor e outros que não estejam a meu favor. Estarei disposto a responder a ambos e poder discutir (seja com o Bem ou com o Mal). O que fazer para optimizar a nossa nação?
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